A Supra Bondade de More-Locke - John Locke, Thomas More e Edson Ecks
Livro Ciensofia, Edson Ecks, Amazon ebook, 2019, página 22
O texto apresentado levanta questões profundas sobre a liberdade de consciência, a tolerância e a relação entre crença (especialmente religiosa) e violência/moralidade.
Devido à natureza dos argumentos, faremos a premissa de que Edson Ecks (cuja filosofia específica não é amplamente conhecida no corpus histórico ou contemporâneo) representa a voz cética e crítica expressa no texto, desafiando as posições históricas de Thomas More e John Locke.
A Tese do Ceticismo Crítico (Edson Ecks)
O bom selvagem de Rosseua e Edson Ecks
Ciensofia ll, Edson Ecks, Amazon ebook,2019
Mesmo entre os ‘bons selvagens’ havia o
poder da ‘instituição privada’, cada primitivo dentro do seu ambiente natural ocupava seus territórios, e cada grupo ocupavam seus espaços, porque a mente tem o poder de se apoderar das coisas, isso ocorre até mesmo entre os outros seres vivos.Quando um ser humano cercou um pedaço de terra e disse: ‘É Meu!‘. Ele não encontrou os tolos‘ que
acreditaram nisso ('de forma ingênua‘), ele encontrou quem acreditou nisso de forma interesseira‘, e disseram: ‘Nós também queremos’. E foi assim que surgiu a civilização tal como a conhecemos.
Nunca houve a ‘igualdade natural’ de
Rousseau, sendo a mente associativa, discriminativa,
apoderativa... havia a percepção, mesmo entre os bons selvagens‘ das divisões de funções, na caça por exemplo
Edson Ecks sobre a Origem da Propriedade e da igualdade e Desigualdade
O debate a seguir contrapõe a visão do filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), centrada na igualdade natural e na corrupção pela propriedade privada, com as teses de Edson Ecks, que defende a propriedade e a desigualdade como inerentes à própria natureza da mente e dos seres vivos.
Jean-Jacques Rousseau: A Corrupção da Igualdade Natural
Rousseau: "É preciso que eu discorde veementemente de sua premissa, senhor Ecks. O que descrevi como o 'bom selvagem' vivia em um estado de natureza onde a única desigualdade reconhecida era a puramente física: idade, saúde, força. Sua mente, embora capaz de percepção, estava focada na autopreservação e na piedade, virtudes que mantinham uma harmonia essencial. Não havia posse de 'território' no sentido de 'instituição privada', mas sim uma ocupação temporária e necessária para a subsistência."
"O verdadeiro marco da perdição da humanidade não foi a mente, mas o ato de demarcar e declarar: 'Este é meu'.
'O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer isto é meu e encontrou pessoas bastante simples para acreditá-lo.'
"Os 'tolos' originais não eram meramente ingênuos, mas foram engolidos por uma nova forma de ser, onde a necessidade e o interesse se sobrepuseram à natureza. Sua afirmação de que encontraram quem acreditou por 'interesseira' é, em parte, o que chamo de surgimento da sociedade civil: uma minoria astuta que viu na propriedade o meio de dominar e uma maioria que, em vez de se opor, aceitou a servidão em troca de uma falsa segurança, criando a desigualdade moral e política que conhecemos. A igualdade natural existia; foi a propriedade que a destruiu."
Edson Ecks: A Propriedade e a Desigualdade como Fatos Naturais
Ecks: "Com todo o respeito, caro Rousseau, sua visão do 'estado de natureza' é uma ficção romântica. A mente humana — e a de muitos outros seres vivos — é intrinsecamente 'apoderativa'. A posse não é uma invenção social tardia; é uma manifestação da percepção e da vontade de um ser de garantir seu espaço e recursos. O pássaro que defende seu ninho, o felino que marca sua área — todos estabelecem uma forma de 'instituição privada' em seu ambiente natural."
"Seu 'bom selvagem' nunca foi verdadeiramente igual no sentido absoluto. Sua mente é, como eu afirmo, associativa, discriminativa, apoderativa. Mesmo nas comunidades primitivas, havia uma divisão de funções clara: o melhor caçador liderava a caça, o mais forte possuía o melhor instrumento, a mulher que tecia melhor garantia o vestuário. Isso não é desigualdade 'moral', é desigualdade funcional e de mérito, percebida e aceita pela mente."
"O indivíduo que cercou a terra não estava introduzindo um mal artificial, estava apenas formalizando um impulso natural. Ele não precisou encontrar apenas tolos. Ele encontrou indivíduos com interesses — o desejo de não apenas sobreviver, mas de acumular e prosperar através de um esforço delimitado. A civilização que surgiu não é a corrupção de uma utopia, mas sim o resultado inevitável da nossa natureza discriminativa e do reconhecimento mútuo desses interesses apoderativos. A desigualdade não surge com a propriedade; a propriedade é a expressão da desigualdade natural preexistente de funções e capacidades."
Ponto de Convergência e Divergência Final
Rousseau: "O senhor confunde o simples instinto de territorialidade animal, que é funcional, com a propriedade legal e desigual que leva à escravidão e à miséria. A lei da propriedade transforma a diferença de força (natural) em diferença de direito (moral/político), congelando o privilégio e sufocando a liberdade. O 'interesse' que o senhor celebra é a 'vaidade' e a 'ambição' que nos afastaram de nossa natureza livre."
Ecks: "E o senhor confunde o impulso de posse, que é psicológico/biológico e fundamental, com a mera legalidade. A lei é apenas a codificação de um fato mental e biológico. A desigualdade de fato (capacidade, força, percepção) sempre existiu e sempre ditará as 'divisões de funções', mesmo sem leis legais. O reconhecimento dessa diferença, e não a 'igualdade natural', é o que impulsiona a cooperação e a formação social.
O Sr. Não pode tratar um autista e um neurótipico dentro dos mesmos padrões , pois suas estruturas psicorgânicas funcionam de forma 'desiguais'.
Sem as micros aglutinações, médias e macros , os seres humanos nem existiriam mais.
Onde sua crítica peca, Sr. Rosseau, é achar que 'vaidades e ambições são ruins ', elas não nos afastaram da nossa natureza , elas são a nossa própria natureza dinâmica, que agiu tanto no neandertal, quanto no moderno homo sapiens.
Existe a boa vaidade e a boa ambição, existe o bom interesse e o mau interesse, lembre-se :
O bem e o mal são faces da mesma moeda: a luz tanto ilumina quanto cega .
Conclusão:
Enquanto Rousseau vê a sociedade civil e a propriedade como um desvio nefasto da igualdade e liberdade originais, uma corrupção de nossa natureza; Ecks as vê como a expressão natural e inevitável da mente humana 'apoderativa' e 'discriminativa', onde a desigualdade / igualdade funcional é a norma desde o início. Dependendo das inclinações de cada um.
Retribua com o trabalho de Edson Ecks para ele pessoa produzir livros físicos . Pedidos do livro Observador
‘Os Excluídos do Sistema’ – de Phroudon
Não há solução para os ‘Excluídos do Sistema’ (de qualquer sistema), quando os próprios excluídos do Sistema não se importam com a exclusão, e quando se importam são apenas soluções paliativas, o que piora é quando os próprios excluídos não se importam em si excluírem. Nunca houve ou haverá um ‘pacto social’ entre elementos de cultura vulgar, analfabetos emocionais-político-sociais.
Para uma pessoa exigir direitos iguais, ele tem de entender de direitos e deveres iguais, como também se igualar a aquilo que exige. Um cantor que alcança uma oitava, não pode exige cantar em duas oitavas: questionar sem conhecimento.
Edson X, Ciensofia, Amazon e-book, 2019
.
Edson Ecks: "Pouco importa a instituição, se ideológica, religiosa, política – não há espontaneidade. A verdadeira questão, senhores, é a 'mente autisciada'. O indivíduo, tomado por uma 'Verdade', ideológica ou religiosa, não a vê como uma simples crença, mas como a própria condição de sua felicidade (Autis). Isso o leva a uma convicção perigosa: 'Se a minha verdade é o meu bem, forçar os outros a aceitá-la é, paradoxalmente, fazer-lhes o bem.' A violência, seja psicofísica ou literal, se torna justificada por essa 'supra bondade'. A história é nosso juiz: a libertação de escravos na América, a Inquisição, as guerras sangrentas – todas feitas 'Em Nome De Deus. Amém'.
A crença não garante moralidade; ela, muitas vezes, apenas fornece uma justificativa elevada para a crueldade terrena."
A Defesa da Lei Natural e Tolerância (John Locke)
John Locke: "Meu caro Ecks, sua crítica à violência em nome da crença é justa, mas ela distorce a essência da minha filosofia da tolerância, tal como exposta na Carta sobre a Tolerância. Eu reconheço o Direito Natural e a propriedade que todo homem tem de si mesmo – e isso inclui sua mente e consciência. O Estado, ou o Magistrado Civil, não deve interferir na salvação das almas. A fé não pode ser forçada; ela deve ser o resultado de uma convicção interna. A verdadeira religião deve ser guiada pela paz e pela caridade, não pela espada!"
Ecks (Interrompendo): "Mas o senhor, e More, negam a tolerância completa! O texto lembra que o senhor exclui da tolerância aqueles que, por professarem o ateísmo ou, no seu tempo, o catolicismo romano (por obediência a um príncipe estrangeiro), minam a própria ordem social e o contrato que garante a liberdade de todos. O senhor diz que a consciência deve ser livre, mas o ateu é, para o senhor, um perigo social que não merece essa liberdade. Isso não demonstra que mesmo a sua 'tolerância' tem limites pragmáticos baseados na sua 'Verdade' do Direito Natural e do Contrato Social?"
Locke: "A exceção que faço não se baseia na simples falta de crença, mas no perigo para o pacto social. O ateu não reconhece o juramento, que era o fundamento de toda a sociedade civil e justiça em meu tempo. O juramento é a base da confiança! O ateu, ao minar esse alicerce, coloca em risco a paz e a segurança de todos. A tolerância deve coexistir com a preservação da sociedade livre. A 'Supra Bondade' que critico é a que usa a religião para dominar o Estado; a minha busca é proteger o indivíduo do poder do Estado sobre sua alma."
A Defesa da Fé e da Integridade (Thomas More)
Thomas More: "Senhor Ecks, seu argumento de que 'Com Deus ou sem Deus tudo é permitido' é profundamente cínico e subverte a integridade moral. É verdade, como aponto em Utopia, que a sociedade que busca a felicidade (a Autis que o senhor menciona) deve, antes de tudo, ser justa e ordeira. Eu defendo que a crença na imortalidade da alma e na recompensa divina é essencial para que os homens não se entreguem aos prazeres imediatos e desconsiderem a justiça para com o próximo. Sem a crença em Deus, o homem não tem razão última para ser verdadeiramente 'íntegro' quando a lei humana não o está vigiando."
Ecks: "Olhe para os presídios, More! Estão cheios de 'crentes em Deus'! O seu medo da anarquia moral sem Deus – o famoso 'Sem Deus tudo é permitido', de Dostoievski' – é refutado pela realidade. A crença na punição e recompensa eterna não impediu as maiores atrocidades. Pior: fez com que as atrocidades fossem realizadas com a consciência limpa de estar a serviço de uma causa maior. A verdadeira integridade vem da empatia e da razão, não da promessa de um paraíso ou do medo de um inferno. A coerção, mesmo em Utopia, onde a diferença de fé é tratada com severidade, mostra que o desejo de uniformidade social sufoca a liberdade individual, mesmo que a intenção seja a 'bondade' social."
Locke: "More, o problema reside na confusão entre o poder temporal e o espiritual. O Magistrado não deve impor a fé."
More: "Mas a lei natural e a razão conduzem à crença! Eu não digo para forçar a mente, mas sim que uma sociedade, para ser virtuosa, precisa desse alicerce. O seu erro, Ecks, é confundir o abuso da fé pelos homens imperfeitos (a violência da história) com a necessidade da fé para a virtude do homem. Se os 'crentes' cometem crimes, isso demonstra sua hipocrisia, não a falência do princípio divino. Sua proposta deixa o homem sem âncora!"
Conclusão: O Conflito entre Fé, Razão e Poder
Ecks (Síntese Final): "A 'Supra Bondade de More-Locke' se baseia na premissa de que sua estrutura de fé (More) ou de razão com limites teológicos (Locke) é o próprio bem da humanidade. O problema não é o ateu. O problema é o dogmático, que usa a fé – ou a ideologia 'científica', política – como uma permissão para a violência. A liberdade de consciência não é só para quem acredita em Deus e no Contrato Social; é para todos. A história nos ensina que o 'amargo' da opressão nunca se torna 'doce no final'. Precisamos de uma ética baseada na tolerância absoluta e no respeito ao indivíduo, desvinculada de qualquer 'Verdade' forçada."
.
Miséria do trabalhador
Ciensofia ll, Edson Ecks, Amazon ebook, 2019
Thomas More: A Raiz da Injustiça é a Propriedade
More: "Ouço vossas palavras, Ecks, sobre a 'miséria humana', mas permitam-me discordar de que ela seja a causa principal da exploração do trabalhador. Em minha época, e por toda a História da Europa que observei, o verdadeiro veneno que infecta a sociedade é a ganância alimentada pela propriedade privada e a acumulação de riqueza.
Que justiça é essa em que nobres e ricos vivem na ociosidade, enquanto os lavradores, os artesãos, os que realmente produzem, são esmagados por um trabalho incessante e vivem na mais abjeta pobreza?
Que eu morra se encontrar nelas o menor traço de justiça e equidade. Que justiça é essa na qual um nobre, um parasita... (Refletindo sobre as nações europeias).
Em Utopia, eliminamos a propriedade privada e a sede de ouro. Todos têm acesso aos bens de que necessitam em armazéns comuns. O trabalho é distribuído de forma equitativa, em poucas horas por dia, para que cada cidadão tenha tempo livre para o desenvolvimento da alma e para os estudos. Lá, não há a miséria que obriga o homem a ser 'coisa' ou 'escravo de suas criações', pois a própria estrutura social impede a exploração. A miséria material gera a miséria intelectual e emocional; é a fonte que precisa ser seca."
A Miséria Humana é um Fator Trans-Histórico
Ecks: "Vosso ideal de Utopia é nobre, Thomas More, mas vossa análise ignora a profundidade do problema. Olho para a história - da Índia Antiga aos escravos gregos, da Idade Média latifundiária à vossa Inglaterra em industrialização, e até o meu tempo de revolução tecnológica – e vejo a mesma essência de exploração. O que o senhor chama de miséria do trabalhador é, na verdade, um sintoma da miséria humana mais profunda.
O ser humano, tanto o explorado quanto o explorador, pode estar alicerçado na 'miséria intelectiva-emocional-material-humana'. Não é apenas a ganância material (a propriedade) que motiva o explorador; muitas vezes é a miséria emocional — uma sede de poder, uma insegurança profunda, ou até mesmo um sadomasoquismo nas relações de trabalho que o senhor jamais imaginaria.
Em nossa era digital, a tecnologia não apenas repete a exploração (tratando o trabalhador como mercadoria ou algoritmo), mas a agrava, promovendo o 'esvaziamento da alma'. As relações se tornam superficiais, robóticas e virtuais. O homem é esvaziado de seus sentimentos naturais, o que é um tipo de miséria que transcende a ausência de propriedade. Mesmo que houvesse 'propriedade comum', se a miséria da alma persistir, o homem encontrará outra forma de dominar, tiranizar e esvaziar seu semelhante, seja por ideologia, religião ou tecnologia. A luta é contra a miséria dentro de nós, que se manifesta em toda e qualquer estrutura econômica."
More: "Mas a estrutura social que defendo é um meio para limitar essa miséria interna. Em Utopia, a moderação e a igualdade, aliadas à educação e ao tempo livre, são projetadas para nutrir a alma e a razão. Ao eliminarmos a fonte de vícios e desigualdades — a propriedade privada — removemos o incentivo primário para que a miséria emocional se manifeste como exploração econômica. Uma sociedade justa e equitativa não 'cura' a alma, mas impede que a doença da alma se torne o flagelo de milhões. O seu 'esvaziamento da alma' é o resultado, não a causa original, de um sistema que valoriza o ouro mais do que o homem."
Ecks: "Uma 'estrutura justa' pode ser apenas uma nova camisa de força se a essência humana não for transformada. Vossa Utopia é uma nobre miragem que, quando confrontada com a natureza humana real, rapidamente se desfaz. A revolução tecnológica de hoje prova que a exploração se adapta, mudando a forma do 'escravo' (agora virtual e desconectado) e a forma do 'chicote' (agora o algoritmo e a superficialidade). O foco não pode ser apenas no sistema de bens, mas no coração humano que, historicamente, se provou capaz de explorar sob qualquer bandeira, seja a do latifúndio ou a da tecnologia. A verdadeira utopia só virá com a erradicação da miséria do ser, e não apenas da miséria da carteira."
Max-Engels (Fetichismo) , Proudon e Carl Menger
'Em mim tudo começa, tudo termina, tudo purifica, tudo contamina'. Edson X
Na verdade desenvolvemos Autis (ficções, imaginários, utopias, fetichismo...), Para todos e para tudo, seja pelas as mercadorias, seja pela a fama, pelo o dinheiro, seja pelo o sexo, seja pela a política, pelos os espetáculos, 'filosofia'... qualquer coisa, desejos, conceitos que nos domine para além de nós mesmos.
Nossa mente tende a humanizar tudo, e com isso vamos nos desumanizando, ao ponto de nos tornarmos dependentes, escravos das mercadoria, dos nossos desejos, instintos, ideologias e etc.
O ser humano é um ser ideal, real, abstrato, ativo, racional, imaginário, consciente, in-consciente. Ele cria sua própria história enquanto ser consciente, e a descria enquanto in-consciente, ignorante; quando austiscia sua própria produção e ação.
O ser humano somente pode ser entendido quando analisado em suas produções, condições culturais, biológicas, e matérias de sua existência, ‘inexistência’. Por suas produções culturais, matérias de forma geral, é que o ser humano se ‘afasta’ da natureza primitiva, afastado, mas ainda dentro da mesma.
Certamente há elementos básicos naturais que unem todos os seres humanos, como o pensar e seus sentimentos abstratos, instintos, acima de tudo ele não é um ‘ser histórico’, mas um ser biológico, sua sobrevivência é a base de sua história enquanto ser individual-coletivo. Nisso, ora suas condições abstratas condicionam as materiais, e ora, suas condições materiais condicionam suas relações abstratas, a consciência e a in-consciência humana.
O ser humano é sobretudo um ser biológico-abstrato, que só conduzirá sua própria história quando aprender a modificar o ambiente sem ser ‘modificado’ por ele, de forma cega, inculta, quando aprender gerar simbioses entre ele mesmo e o ambiente natural, e o ambiente superficial que ele mesmo cria. Deve-se aprender quando modificar, ou une-se ao ambiente, quando necessário. Edson X
‘Objetivando o subjetivo, e subjetivando o objetivado’ Carl Menger, Adam Smith
Um produto é um valor objetivo material, e pode ser manuseado, o valor de um quadro, sua mensagem, sua beleza é subjetivo. As mercadorias, artes possuem valores objetivos e subjetivos, umas às outras ao mesmo tempo, e outras separadamente. Porque o quadro como algo material também tem seu valor objetivado:
Qual é o valor do valor objetivo do valor subjetivo, e o valor subjetivo do valor objetivo?
O dinheiro possui um valor puramente subjetivo (‘um papel com números matemáticos’), mas um produto alimentício possui um valor objetivo, pois tenho que tê-lo a todo e qualquer custo, com dinheiro ou sem dinheiro, se não faleço.
Se você jogar centenas de cédulas de dinheiro sobre uma tribo indígena (remota), talvez adquira valor objetivo para uma índia enfeitar sua tenda. Assim, perdendo seu valor subjetivo que nós objetivamos como moeda de troca. Mas se jogarmos quilos de carne de paca, ou peixes nessa mesma tribo, o valor objetivo deles será reconhecido imediatamente pelos os índios dali, que se alimentam desse tipo de alimento.
Mudemos o objeto, se jogamos cadeiras plásticas, quais estes nunca tiveram contato, sub-objetivamente esses índios encontrarão alguma serventia para elas, mesmo que não seja sentar.
Um homem bilionário pode tornar-se mais subjetivo do que o é normalmente, pois ele não tem contato com esse dinheiro concreto, e na era moderna, muito menos, com o advento dos bancos, garantindo a este, segurança e juros. Mas ouve um novo salto, na era da tecnologia, é como se o dinheiro tivesse adquirido um ‘valor metafisico’, no ‘mundo virtual’ ele deixa de existir materialmente, e passasse a negocia-lo virtualmente.
No banco você tem um valor subjetivo, uma quantidade, um número, não mais o dinheiro material objetivo, porque ele não está mais lá, está circulando pelo o mercado, através de empréstimos bancários. Aqui o valor subjetivo emocional se objetiva no valor emocional da confiança. Aqui não há barganha, esta instituição não pode barganhar, para não perder o valor subjetivo da confiança onde se alicerça seu sucesso.
Mas você não havia dito que o dinheiro é ‘valor subjetivo’, sim o é, é um valor reconhecido objetivamente pela a sociedade, o mercado aceita que eu compre um bombom de dez centavos, ou um carro de 10 mil contos, ou um prédio de 10 milhões de contos.
Não preciso de um patrimônio material que corresponda ao valor material do prédio que comprei com o valor subjetivo do dinheiro que aqui foi objetivado como moeda de troca na sociedade. Porque o dinheiro foi sub-objetivado nessa sociedade.
O valor subjetivo do dinheiro faz uma ponte entre eu e o objeto que anseio adquirir: o valor subjetivo e o objetivo também estão interligados por questões psicológicas, ideológicas, emocionais, de conhecimentos...
Um indivíduo comprou dois carros iguais, logo depois decidiu que iria vender um deles, então ele se lembrou que o de placa ‘x’, foi o que ele conheceu sua esposa, e vendeu o outro. Mesmo tendo comprado e vendido vários carros no decorrer dos anos, sempre manteve aquele com o qual conhecerá sua amada esposa, e o usa, principalmente, quando eles comemoram seu aniversário de casamento. Edson X
Ciensofia, Amazon e-book de Edson X, 2019
.Entre O 'Admirável Novo Mundo' E '1984'
Em mente livro Ciensofia ll (2019) faço uma crítica Ciensofica sobre os temas basilares dos livros de Aldous Huxley e do seu aluno George Orwell, percebi que a história humano tem questões basilares , e que em volta dessas questões forma-se uma miríades de eventos que ora rimam, ora desafinam, renovam , mantém a mesma base.
Admirável Mundo Novo é um romance escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932. A história se passa em Londres no ano 2540, o romance antecipa desenvolvimentos em tecnologia reprodutiva, hipnopedia, manipulação psicológica e condicionamento clássico, que se combinam para mudar profundamente a sociedade
Publicado como 1984, é um romance distópico da autoria do escritor britânico George Orwell e publicado em 1949.O romance é ambientado na "Pista de Pouso Número 1" (anteriormente conhecida como Grã-Bretanha), uma província do superestado da Oceania, em um mundo de guerra perpétua, vigilância governamental onipresente e manipulação pública e histórica. Os habitantes deste superestado são ditados por um regime político totalitário eufemisticamente chamado de "Socialismo Inglês", encurtado para "Ingsoc" na novilíngua (também chamada de “novafala”), a linguagem inventada pelo governo. O superestado está sob o controle da elite privilegiada do Partido Interno, um partido e um governo que perseguem o individualismo e a liberdade de expressão como "crime de pensamento", que é aplicado pela "Polícia do Pensamento".
Orwell morreu precocemente, em 1950, vítima de tuberculose. Tinha 46 anos. Huxley faleceu 13 anos depois, de câncer. Nas últimas horas, para aliviar a dor e atender ao desejo do marido, sua mulher Laura lhe injetou várias doses de LSD, a “soma” da moda.
Crítica Ciensofica de Edson X
Séculos e séculos antes do ‘Admirável Novo Mundo’ de Audous Huxley, e o ‘1984’ de George Orwell, muitas ideologias e governos sempre utilizaram sistema de repreensão e autoritarismo, e a ciência de sua própria época, como por exemplo, tratar os escravos como inferiores, ‘não humanos’ (Grécia), até Darwin, o que culminará na eugenia do século XIX. E unido a isso sempre ouve técnicas de informação para controlar a todos
A ‘Engenharia Social’ sempre houve entre os povos (castas, escravos, divisões de classes...), até mesmo em tribos remotas a encontramos. Na Índia, a exemplo, sendo um povo antiguíssimo, em suas divisões de classes, castas, por um lado tinha os ‘arianos’ (raça nobre), por outro lado os párias (raça inferior), os intocáveis.
Na Idade Média havia os vassalos e os latifundiários, o livro a Republica de Platão, é um livro baseado na divisão de classes, entre os cidadãos de ouro, prata, bronze, ferro. No Egito os faraós eram seres deificados. E a grande maioria sempre perdeu sua individualidade e seus sentimentos. A Idade Média é um grande exemplo disso, onde a ideologia teológica dogmática imperou, e poucos se opuseram a esse sistema. Voltaire foi um dos poucos pensadores que denunciou o fanatismo e a superstição de sua época.
Dificuldade de emancipação, o aniquilamento de pessoas, o pensar controlado brutalmente ‘sempre’ existiram. A analise Audos-Orwell dos regimes totalitários que surgiram na metade do século XX, e das consequências negativas desses regimes, nunca foi moderna. Somente os meios eram diferenciados, não o intuito final dos meios utilizados. Cada época teve sua própria ciência e tecnologia:
A catapulta é a mãe do míssil moderno.
Sempre houve a crença ingênua no progresso que emanciparia o ser humano, que teve o seu ‘apogeu’ no Iluminismo, que resolveria os problemas, mas fê-los foi aumenta-los em relação às soluções, pois sempre houve o conformismo e esperanças obscuras:
Nada pode emancipar o ser humano a não ser ele mesmo.
A ciência e a Tecnologia aumentaram, mas o ser humano continuou o ‘mesmo’. Audos-Orwell foram inocentes em seus livros comparados o que sofreu a família Palas, caso denunciado por Voltaire, a caça às Bruxas, as crianças que morreram de tuberculose, e por problemas de respiração por trabalharem em lugares insalubres, e em regime escravista, nos primórdios da Era Industrial.
A observação estatal do Livro 1984 de George Orwell é muito mais ‘humanizada’, se comparada ao sistema de observância da Idade das Trevas, onde uma grande parte da população se comportava como terríveis delatores, difamadores, caluniadores, testemunhas falsas, julgamentos absolutamente ignorantes e supersticiosos. Às vezes apenas para se apoderar dos pertences dos acusados. Como denuncia Voltaire, no caso da família Palas.
A Soma de Audos Hurxley é cantiga de ninar perto do ópio consumido na Europa, Índia, China... Muitos são os relatos que mães indianas utilizaram o ópio para matar a fome de seus rebentos, sendo que muitas delas davam de amamentar aos filhos dos membros da Companhia Inglesa. Da qual o filosofo John Stuart Smill era membro:
E hoje a humanidade esta em boa parte 'drogada', pelo o 'virtualismo', drogas vulgares-sintéticas, sexuais, drogas farmacêuticas (para dormir, acordar, ri, chorar...), pela a 'droga' da comodade , vende-se o corpo e alma , drogados pela a tecnologia, drogados por utopias vãs, imaginações fantasiosas do jardim da infância.
O Sistema de Segurança do ‘Big Brother’ (O Grande Irmão), incluía a supervisão da ação dos cidadãos, através de câmaras instaladas em suas próprias residências, é ‘frágil e tosco’, comparado com o celular, um micro computador portátil-pessoal, que as pessoas levam para todo lugares, dormem e acordam com eles, por total consentimento, e felizes. Soma-se a isso milhões de dados pessoais ‘dados de graça’, a bel prazer, facilitam ainda mais a ‘vigilância oculta’, o pior e se for ‘vigilância obscura’. Em breve estes ‘mesmos’ aceitarão chips pelo o corpo, e o dinheiro virtual, ‘tudo para a sua mais completa segurança’.
O ‘revisionismo histórico’ do Ministério da Verdade do ‘Big Brother’, é totalmente parcial ao seu Partido, apagando, manipulando os dados históricos para enaltece-lo, ‘não faz parte nem do passado e nem do futuro’, está inserido na conduta humana desde sempre, dos grupos pequenos aos grandes, lideres, ideologias religiosas, politicas, ‘cientificas’, utopias, distopias, em suas austiciações, dominações.
Coisa que nem mesmo a ciência e a filosofia escaparam, como Newton apagando a memória, os trabalhos de Hooker (seu desafeto) da história da Royal Society quando assumiu a liderança da mesma. Platão e Aristóteles, omitindo ou desqualificando os sofistas. Na história os feitos sobre-humanos de Alexandre, O Grande. O batismo milagroso do imperador Constantino, que o fez transformar o ‘cristianismo’, em religião obrigatória em Roma. Em detrimento a todas as outras religiões.
Big Brother, o Grande Irmão de 1984, é um ícone pop. Mas, ironicamente, seu significado atual confirma a distopia de Huxley. O reality show que subsiste em vários cantos do planeta e que há 21 edições preenche as noites de verão na programação da TV Globo pode ser resumido em um trecho da carta do professor ao aluno. “Dentro da próxima geração”, escreveu Huxley, “eu acredito que os governadores do mundo irão descobrir que o condicionamento infantil e a narco-hipnose são mais eficientes, como instrumentos de governança, do que porretes e prisões, e que a cobiça pelo poder pode ser completamente satisfeita ao sugerir que as pessoas amem a sua servidão, ao invés de chicoteá-las e chutá-las à obediência.”
Aldous Huxley chegou milênios atrasado em sua análise , isso já existia a 5 mil anos , chama-se: Religião. Nesse caso falo da religião dogmatica, preconceituosa , supersticiosa e dogmatica que destrói as capacidades cognitivas, emocionais e neurais dos seres humanos . Ou mesmo ideologias políticas científicas que alimentaram o racismo, a misógina, derivados de cientistas como Charles Darwin, até culminar na eugenia do século XX.
Para quem não sabe, Leonard Darwin, filho do naturalista Charles Darwin, além de ter sido eleito, em 1921, o prsidente da Federação Internacional das Sociedades Eugênicas, foi também um ferrenho batalhador pelos ideais eugenistas na Grã-Bretanha, entre suas propostas havia a que ele defendia que os 'inferiores' deveriam ser exterminados em câmaras letais (isso lembra alguma coisa?).
a parte do narco-hipnose infantil que Aldous Huxley cita, o sistema teve uma ideia mais 'genial' aínda, fazê-las se alimentarem da pior maneira possível , alimentação abstrata péssima (educação), e transformar sua alimentação física em um 'narco-hipnotico'. Não estou falando apenas das classes menos favorecidas , mas de todos, enquanto alguns lugares alguns morrem de fome, em outros morrem de comer .
Essas comidas sintéticas, processadas... Tanto destroem o corpo, como como aniquilam o cérebro .
O Grande Irmão e o Pequeno Irmão estão de olho em você”.
E hoje podemos também dizer: "A Grande Irmã e a Pequena Irmã estão de olho em você "
O Mundo está ficando cada vez mais perigoso , nem mesmo Orwell em seu livro 1984, previu que além da vigilância estatal exacerbada, teríamos os cidadãos vigiando uns aos outros , mas de forma torpe, maquiavélica, em proveito próprio, destruindo vidas de pessoas apenas por visualizações... na internet...
E quem dá crédito a esse tipo de coisa também é culpado: O Lado podre do ser humano , não está apenas no Grande Irmão, mas também nos Pequenos Irmãos, pequenas Irmãs, e nós Irmaos Medianos , líderes espirituais , políticos... deles.
Não são essas nossas grandes abstrações que geram nossos Grandes Irmãos dentro de nossos cérebros ?
Temos o Big Brother Bhrama da Índia , do Judaísmo Jave , que ficava vigiando Adão e Erva, o Deus cristão que. Não Dorme, está em todos os lugares , vendo cara ato nosso
Ciensofia ll, Amazon e-book de Edson X, 2019.


Comentários
Postar um comentário