Tartarugas marinhas usam magnetismo terrestre para retornar precisamente às praias natais - Seleção Biométrica de Edson Ecks A navegação das tartarugas marinhas fascina cientistas há décadas, revelando um dos maiores espetáculos da engenharia biológica. Esses animais cruzam oceanos inteiros e retornam com precisão absoluta à praia onde nasceram para desovar. O segredo dessa jornada épica reside na capacidade única de utilizar o campo magnético da Terra como um guia natural. Como funciona a navegação das tartarugas marinhas? Terceira lei , a lei do corpo e cérebro de Edson Ecks Fenômenos abstratos desenvolvem fenômenos bio- fisioquimicos biofisioquímicos (emoções, doenças, dormir, ações...), como fenômenos biofisioquímicos desenvolvem fenômenos abstratos (Ler, musica, escrever...): Tanto o cérebro depende do corpo, como o corpo depende do cérebro e do Universo ao seu redor. 3. Lei do Corpo e Cérebro (Segunda Menção) Explicação: Esta lei enfatiza a relação bidirecional e...
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Reportagens Cérebro menor do que o das aves não impediu que os pterossauros se tornassem os primeiros vertebrados a desenvolver a capacidade de voo, há 215 milhões de anos Estudo com participação de docente da Unesp refuta o entendimento de paleontólogos de que o grupo de animais alados apresentaria adaptações neurológicas semelhantes às das aves. Os resultados revelaram que os gigantes voadores possuíam uma estrutura cerebral de estabilização da imagem mais desenvolvida entre todos os animais conhecidos, provavelmente como herança de seus parentes terrestres. Compartilhar no Facebook Compartilhar no Threads Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no LinkedIn  Malena Stariolo Quem assistiu à série Jurassic World, um dos grandes sucessos de bilheteria da última década, pode ter saído da sala de cinema pensando que, no seu auge, os dinossauros eram senhores da Terra e também dos céus. Mas não foi bem assim. Os animais voadores de grandes dimensões que ameaçavam os heróis na tela eram, na verdade, pterossauros, um grupo bastante diversificado de animais que dividiram o planeta com os dinossauros e costumam ser confundidos com eles. Os pterossauros – o nome significa “lagarto alado – viveram entre 228 milhões e 66 milhões de anos e seus fósseis podem ser encontrados em diversas partes do globo, inclusive no Brasil. Foram os primeiros animais de maior porte capazes de alçar voo, e há décadas os paleontólogos discutem sobre as condições e processos que lhes permitiram desenvolver tal habilidade. A capacidade de voar é extremamente rara entre animais maiores. Para além dos pterossauros, pode ser encontrada apenas em outros dois grupos de vertebrados: os morcegos e as aves, estas últimas legítimas descendentes dos dinossauros terópodes. “Por muito tempo se acreditou que o cérebro das aves era parecido com o dos pterossauros”, afirma Felipe Montefeltro, docente do Departamento de Biologia e Zootecnia da Unesp, campus Ilha Solteira. O pesquisador é um dos autores do artigo “Neuroanatomical convergence between pterosaurs and non-avian paravians in the evolution of flight”, publicado na revista científica Current Biology, que mostrou que essa premissa não é tão correta. No trabalho, um grupo internacional de pesquisadores analisou semelhanças e diferenças morfológicas entre cérebros de pterossauros, de aves e de lagerpetídeos, o grupo não voador mais próximo dos pterossauros, para desvendar como se deu a evolução neurológica desses gigantes aéreos. Além de identificar diferenças no formato e no tamanho de algumas partes do cérebro de aves e de pterossauros, os pesquisadores também descobriram que, enquanto o cérebro do primeiro grupo se desenvolveu ao longo de muito tempo, adquirindo as adaptações neurológicas pouco a pouco, no caso dos pterossauros essa adaptação se deu de forma muito mais rápida. “Vemos que nas aves houve um processo gradual. Nos pterossauros, ao contrário, meio que surgiu do nada”, afirma Mario Bronzati, principal autor do artigo, que está realizando seu pós-doutorado pela Fundação Alexander von Humboldt na Universidade de Tübingen, na Alemanha. Representação artística do final do Triássico, há aproximadamente 215 milhões de anos, com pterossauros e um lagerpetídeo. Crédito: Matheus Fernandes O parente terrestre A descoberta apresentada no artigo foi possível, em grande parte, graças ao fóssil do Ixalerpeton polesinensis, um representante dos lagerpetídeos, encontrado em 2009 na cidade de São João de Polêsine, no Rio Grande do Sul. Até hoje, esse é o fóssil mais completo já encontrado de um lagerpetídeo e considerado peça-chave para desvendar o parentesco entre esses animais terrestres e os pterossauros, que se desenvolveram a partir deles. O trabalho foi capa da revista Nature em 2021 e também contou com Bronzati entre os autores. Dada a completude do material, foi possível reconstruir o encéfalo do animal. De maneira geral, os lagerpetídeos tinham um cérebro alongado, com trato olfatório longo e hemisférios cerebrais pouco expandidos — condição compartilhada com dinossauros antigos. Por outro lado, o Ixalerpeton já apresentava um lobo óptico relativamente grande, característica associada ao cérebro dos pterossauros. Isso sugere que tanto a expansão do sistema visual quanto as mudanças no posicionamento do cérebro ocorreram antes de a capacidade de voo se desenvolver, possivelmente em relação a adaptações sensoriais, como a adoção de um estilo de vida no alto das árvores. O que chamou a atenção dos pesquisadores é que, embora as semelhanças entre as características do lobo óptico de lagerpetídeos e pterossauros se revelem como uma “ponte” conectando os dois grupos, somente estes últimos possuíam um flóculo, uma estrutura localizada no cerebelo, de maiores dimensões. Esse tamanho aumentado sugere um traço importante. Detalhes e comparação entre o cérebro dos lagerpetídeos e dos pterossauros. Crédito: Mario Bronzati Imagens nítidas para voar e caçar Uma das principais funções do flóculo é estabilizar a imagem enquanto o sujeito se desloca — durante uma corrida, por exemplo, ou em meio a um voo. “Se alguém está perseguindo uma presa, é preciso que a imagem esteja sempre nítida na retina, nos olhos”, explica Bronzati. “Para gerar esse efeito, existem controles musculares, por meio de reflexos do pescoço e da cabeça, que fazem com que a imagem permaneça estabilizada no olho e impedem que ela se torne borrada”, diz ele. Os pesquisadores se surpreenderam ao constatar que essa estrutura era muito mais desenvolvida nos pterossauros do que em qualquer outro animal. Os pesquisadores não sabem exatamente como ocorreu esse salto no desenvolvimento do flóculo na transição entre os lagerpetídeos e os pterossauros. Uma das hipóteses é que esteja relacionado à anatomia das asas. Ao contrário das aves, que possuem asas repletas de penas e recebem pouquíssimo estímulo neurológico por meio dessas estruturas, as asas dos pterossauros eram membranosas e, ao que tudo indica, recebiam informações externas durante o voo. Essas informações eram enviadas ao cérebro para viabilizar a locomoção no ar. Esse estímulo, por sua vez, pode ter sido uma das razões que levaram ao desenvolvimento do flóculo de forma tão expressiva. “A principal diferença entre pterossauros e aves é justamente o flóculo, que é muito maior nos pterossauros. Isso não foi herdado de ninguém. Podemos dizer que eles ‘inventaram’ esse recurso para lidar com o voo deles”, afirma Bronzati. O paleontólogo defende a necessidade de mais estudos e da escavação de mais fósseis, a fim de traçar a história dessa característica evolutiva. Semelhanças e diferenças com as aves Outra diferença encontrada entre os cérebros das aves e dos pterossauros é o tamanho do órgão. O cérebro das aves é relativamente grande, o que contrasta com o porte bem menor no caso dos pterossauros. “Isso mostra que, do ponto de vista neurológico, voar não é tão difícil”, aponta Montefeltro. A dificuldade de voar, portanto, está mais relacionada a características anatômicas. Isso levou a semelhanças evolutivas entre ambos os grupos. “Animais que voam estão sempre lutando contra a gravidade”, diz o paleontólogo. Por conta dessa luta, o corpo dos animais acaba moldado para conseguir alçar voo. Tanto pterossauros quanto aves, por exemplo, apresentam uma forte redução de massa corporal, com ossos ocos que diminuem o peso sem comprometer a resistência, graças a uma complexa rede interna de trabéculas — tecido que auxilia na sustentação e reforça a estrutura óssea. Além disso, o voo exige superfícies de asas muito amplas para gerar sustentação. E, embora as asas dos pterossauros — formadas por uma membrana sustentada principalmente por um único dedo alongado — sejam anatomicamente diferentes das asas das aves, compostas por penas, o princípio físico em ação nos dois casos é o mesmo. Apesar das diferenças no tamanho relativo do cérebro, pterossauros e aves também compartilham adaptações neurológicas fundamentais associadas ao voo. A expansão dos hemisférios cerebrais e, sobretudo, do lobo óptico indica que a visão e a integração sensorial tiveram papel central na conquista do ambiente aéreo, permitindo maior controle espacial e respostas rápidas. No caso dos pterossauros, o cérebro já apresentava um formato mais globular e o encurtamento do trato olfativo — características hoje observadas nas aves —, o que indica que essas adaptações associadas ao voo já existiam pelo menos 60 milhões de anos antes de surgirem nas aves. Esses dados reforçam que a capacidade de voar não derivou de um “modelo” cerebral específico, mas sim de caminhos evolutivos distintos que convergiram em soluções funcionais semelhantes. Além de responder a antigos questionamentos sobre o desenvolvimento do voo em pterossauros e suas similaridades com as aves, os resultados também servem como evidência de que o voo é resultado de um complexo mosaico de adaptações e que, partindo de diferentes linhagens, algumas soluções se repetem, enquanto outras se diferenciam. 05/02/2026, 11h40 Atualizado em: 05/02/2026, 11h40 Tags aves Fósseis Paleontologia Compartilhe Compartilhar no Facebook Compartilhar no Threads Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no LinkedIn Pesquisar por: Arquivo mensal Arquivo mensal Selecionar o mês fevereiro 2026 janeiro 2026 dezembro 2025 novembro 2025 outubro 2025 setembro 2025 agosto 2025 julho 2025 junho 2025 maio 2025 abril 2025 março 2025 fevereiro 2025 janeiro 2025 dezembro 2024 novembro 2024 outubro 2024 setembro 2024 agosto 2024 julho 2024 junho 2024 maio 2024 abril 2024 março 2024 fevereiro 2024 janeiro 2024 dezembro 2023 novembro 2023 outubro 2023 setembro 2023 agosto 2023 julho 2023 junho 2023 maio 2023 abril 2023 março 2023 fevereiro 2023 janeiro 2023 dezembro 2022 novembro 2022 outubro 2022 setembro 2022 agosto 2022 julho 2022 junho 2022 maio 2022 abril 2022 março 2022 fevereiro 2022 janeiro 2022 dezembro 2021 novembro 2021 outubro 2021 setembro 2021 agosto 2021 julho 2021 junho 2021 maio 2021 abril 2021 Posts recentes Unesp 50 Anos: onde a ciência floresce e as histórias criam raízes Cérebro menor do que o das aves não impediu que os pterossauros se tornassem os primeiros vertebrados a desenvolver a capacidade de voo, há 215 milhões de anos Décadas de pesquisas de docente do IA sobre Stockhausen vão embasar livro mais abrangente já publicado sobre compositor Pesquisadora e criadora de empresa filha da Unesp é entrevistada do podcast Universo Profissional Com oferta de curso pioneiro de formação de ecólogos, Unesp já nasceu na vanguarda da pesquisa ambiental Temas abordados (tags) agricultura Agronegócio Amazônia araraquara astronomia Biologia Botucatu Brasil Cantoras Cantoras brasileiras Capes Coronavírus Covid-19 Cultura brasileira ecologia Economia Educação Física História História do Brasil Inteligência Artificial Literatura Medicina MPB Mudança climática mudanças climáticas Música Música brasileira Música instrumental Música popular Pandemia Pesquisa Prato do Dia Prêmio Nobel Relações INternacionais rio claro Rock SARS-CoV-2 saúde saúde pública sustentabilidade São Paulo unesp Universidade universidades estaduais paulistas Categorias Acontece Artigos Editoriais Reportagens  Siga-nos por feed Unesp 50 Anos: onde a ciência floresce e as histórias criam raízes Navegação de Post Décadas de pesquisas de docente do IA sobre Stockhausen vão embasar livro mais abrangente já publicado sobre compositor Unesp 50 Anos: onde a ciência floresce e as histórias criam raízes   Jornal da Unesp Expediente Política de uso A reprodução de conteúdos é livre desde que sejam creditados o Jornal da Unesp e os respectivos autores, com indicação do endereço eletrônico (URL) da publicação original.  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