Eis que olhei debaixo do Céu, vi que tudo era vaidade, ‘vaidade por vaidade tudo é vaidade', porém, em minha ínfima sabedoria conclui que, há vaidades e vaidades a que derriba e a que edifica; a vaidade do asceta e a vaidade do hedonista, a vaidade do exuberante e a vaidade do simplório, a vaidade do tolo e a vaidade do sábio.Vi a boa vaidade dos que amam a Natureza, e a má vaidade dos que destroem  a natureza. Edson X 



Essa reflexão é uma releitura filosófica e psicológica do famoso versículo bíblico de Eclesiastes ("Vaidade de vaidades, tudo é vaidade"), mas com um toque de discernimento.


Enquanto o texto original de Salomão tende ao niilismo (a ideia de que nada faz sentido porque tudo passa), o autor desse trecho propõe uma nuance: a vaidade não é um bloco único de egoísmo, mas uma força motriz que pode ter diferentes qualidades.


Aqui está uma explicação dos pontos principais:


1. A Dualidade da Vaidade (Edificar vs. Derribar)


O autor sugere que a vaidade é, na verdade, uma forma de "autoafirmação".


A que derriba: É o orgulho destrutivo, a arrogância que cega e separa as pessoas.


A que edifica: É o orgulho saudável, aquele que nos faz querer ser pessoas melhores, cuidar da nossa apresentação ou realizar obras grandiosas. Sem um pouco dessa "vaidade", talvez o ser humano não tivesse construído catedrais ou buscado o conhecimento.


2. Os Contrastes de Estilo de Vida


O texto desconstrói a ideia de que quem é simples não tem vaidade:


O Asceta vs. O Hedonista: O hedonista tem vaidade no prazer e no luxo. Já o asceta (quem vive com quase nada) pode ter a "vaidade da santidade" — o orgulho de ser mais desapegado que os outros.


O Exuberante vs. O Simplório: Um se orgulha do que mostra; o outro se orgulha da sua própria modéstia.


O Tolo vs. O Sábio: A vaidade do tolo é barulhenta e vazia; a do sábio é sutil, muitas vezes escondida no prazer de "saber que sabe".


3. A "Boa Vaidade" da Natureza


Ao mencionar a "boa vaidade dos que amam a Natureza", o texto refere-se àquela admiração que nos conecta ao belo. É a vaidade de se sentir parte de algo grandioso, de zelar pela criação e de encontrar dignidade na harmonia com o mundo natural. É uma vaidade que não busca o "eu", mas a celebração da existência.


Em resumo: O texto nos convida a observar as intenções por trás dos nossos atos. Já que não podemos escapar totalmente da vaidade (pois ela faz parte da consciência do "eu"), que escolhamos a vaidade que edifica, que busca a sabedoria e que respeita a ordem natural



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EDSON ECKS , escritor e compositor, membro da Academia de Letras, Ciências e Culturas da Amazônia (ALCAMA),

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