Estudo revela que as plantas emitem “gritos” quando são submetidas a estresse ou tem seus caules cortados / Seleção Biométrica de Edson Xésus Ecks 


Para Edson Xésus Ecks, no seu livro Origens da Vida, Amazon, 2021, todos os seres possuem  inteligências , as plantas são seres monocientes .


Terceira lei , a lei do corpo e cérebro 


Fenômenos abstratos desenvolvem fenômenos bio- fisioquimicos biofisioquímicos (emoções, doenças, dormir, ações...), como fenômenos biofisioquímicos desenvolvem fenômenos abstratos (Ler, musica, escrever...):


Tanto o cérebro depende do corpo, como o corpo depende do cérebro e do Universo ao seu redor.


3. Lei do Corpo e Cérebro (Segunda Menção)


Explicação: Esta lei enfatiza a relação bidirecional entre fenômenos abstratos (como emoções, pensamentos, doenças) e fenômenos biofísico-químicos (como a leitura, a música, a escrita, ou processos biológicos). Ou seja, o cérebro afeta o corpo e vice-versa, e ambos são interdependentes do universo ao redor. Há uma circularidade e interdependência entre o abstrato e o concreto, o mental e o físico.


Lei da Seleção Biométrica


Explicação: Diferente da seleção natural darwiniana, a "seleção Biométrica" de Edson X sugere que o ambiente físico-químico (especialmente o terrestre) atua ativamente no processo evolutivo. As divisões e características do ambiente impulsionam distinções entre as espécies. Há uma interdependência entre ambiente-ambiente, organismo-organismo e ambiente-organismo. Na "luta pela existência", o ambiente seleciona e perpetua o organismo-ambiente mais biometricamente apto a sobreviver em um determinado espaço-tempo. Isso implica que a adaptação é uma relação dinâmica e recíproca entre o organismo e seu ambiente


Para comparar os trabalhos de Edson Xésus Ecks, em especial suas ideias sobre a seleção biométrica e a inteligência das plantas, com o estudo recente sobre as plantas emitindo “gritos” sob estresse, podemos observar vários pontos de convergência e divergência entre os dois.


1. A Inteligência das Plantas


No livro Origens da Vida de Edson Xésus Ecks, ele aborda a ideia de que todas as formas de vida, incluindo as plantas, possuem algum tipo de inteligência, ainda que as plantas sejam consideradas “monocientes” — um conceito que remete à ideia de consciência básica ou percepção de ambiente. Para Ecks, as plantas seriam seres que, apesar de não terem cérebro, respondem de maneira inteligente ao seu ambiente, o que entra em sintonia com a visão mais holística da vida e dos seres vivos.


O estudo de Tel Aviv, por outro lado, revela que as plantas são capazes de emitir sons (gritos) quando estão sob estresse, como a desidratação ou corte de seus caules, o que sugere uma resposta sensorial que poderia ser interpretada como uma forma de "inteligência" da planta para se comunicar com o ambiente ou com outros seres. Esse fenômeno de emissão de sons é uma resposta biofísico-química das plantas aos estímulos, o que reforça a ideia de que elas podem ter formas de "sentir" e reagir ao mundo ao seu redor — uma ideia que ressoa com a visão de Ecks sobre a interdependência do corpo e do ambiente.


2. A Lei da Seleção Biométrica


A teoria de Seleção Biométrica de Ecks sugere que a evolução não é apenas impulsionada por uma competição de organismos, mas também pela interação dinâmica e recíproca entre o organismo e o ambiente, com o ambiente físico-químico atuando ativamente. A relação entre o organismo e o ambiente é essencial, e a adaptação é uma constante interação entre ambos.


O estudo das plantas “gritando” ou emitindo sons também está relacionado a um ambiente físico-químico específico. As plantas reagem a condições de estresse, como a desidratação ou corte, de maneiras que indicam uma interdependência entre elas e o ambiente. A planta, ao emitir um som que pode ser detectado por outros organismos (insetos ou outros mamíferos), está participando de um processo de seleção onde o ambiente (neste caso, outros seres vivos e o próprio clima) pode influenciar a sobrevivência das espécies.


Esse fenômeno das plantas poderia ser interpretado à luz da Seleção Biométrica de Ecks, onde o ambiente físico (no caso, a alteração na água e nutrientes das plantas) seleciona quais organismos serão mais aptos a sobreviver ou a se adaptar.


 3. A Relação Corpo e Cérebro


Ecks explora a Lei do Corpo e Cérebro, que enfatiza a interação entre os fenômenos biofísico-químicos(emoções, doenças, ações) e os fenômenos abstratos (como pensamentos, música, leitura). Esse conceito implica uma interdependênciabentre o corpo, o cérebro e o ambiente.


As plantas, ao "gritarem" sob estresse, estão demonstrando que há uma comunicação entre o corpo físico da planta e o ambiente ao seu redor. Elas reagem a estímulos do ambiente e, dessa forma, a interação biofísico-química delas com o ambiente é um reflexo dessa lei, embora sem um cérebro. A emissão de sons poderia ser vista como uma manifestação do "corpo" (neste caso, o corpo da planta) reagindo ao estresse e comunicando-se com o ambiente de uma maneira muito semelhante à ideia de interdependência entre corpo e cérebro proposta por Ecks.


 4. Fenômenos Biofísico-químicos e Abstratos


A relação entre fenômenos biofísico-químicos e fenômenos abstratos proposta por Ecks pode ser observada também nas plantas. O grito das plantas (som emitido pela cavitação) é um fenômeno físico, mas ao mesmo tempo, pode ser entendido como uma tentativa de comunicação com outros seres vivos, criando uma espécie de fenômeno abstrato. A planta, ao emitir um som específico, poderia estar, por exemplo, atraindo insetos para sua polinização ou alertando outras plantas sobre uma situação de estresse, sugerindo que as plantas podem ser mais “conscientes” do que imaginamos, conforme propõe Ecks.


5. Conclusões


O estudo de Tel Aviv sobre os “gritos” das plantas quando estão sob estresse ou sendo cortadas oferece uma evidência científica de que as plantas reagem de maneira biofísico-química aos estímulos ambientais, alinhando-se com a ideia de Ecks de que todos os seres vivos têm alguma forma de inteligência ou percepção do ambiente. A ideia de que o ambiente físico seleciona organismos mais aptos (como na Seleção Biométrica de Ecks) também se encaixa no comportamento das plantas, que emitem sons dependendo do grau de estresse e que esses sons podem influenciar interações com outros organismos no ambiente.


Portanto, podemos afirmar que tanto o trabalho de Edson Xésus Ecks quanto o estudo das plantas "gritando" compartilham a visão de que os seres vivos, mesmo as plantas, são sistemas interdependentes e reativos,  e que a relação entre o organismo e o ambiente é essencial para a adaptação e sobrevivência no mundo natural.


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Ciência & Tecnologia


Plantas “gritam” quando estão machucadas, desidratadas ou estressadas. Ouça


Estudo revela que as plantas emitem “gritos” quando são submetidas a estresse ou tem seus caules cortados


Jacqueline Saraiva


04/04/2023 13:02, atualizado 04/04/2023 21:02


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Crystal Jo/Unsplash


mão com luvas jardinagem


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Os sons da natureza são, de quase todas as formas, muito relaxantes ou ao menos agradáveis para os seres humanos. A brisa leve, o balançar dos galhos das árvores, os sons dos animais… tudo é reconfortante ao ouvido humano.


No entanto, em sua aparente imobilidade e silêncio total na ausência de correntes de ar, as plantas também sofrem como os animais. E pasmem: elas também “gritam” quando estão sob estresse, desidratadas ou quando seus caules são cortados.


Cientistas da Universidade de Tel Aviv conseguiram inclusive captar esses sons. Ouça:


Os sons que emitem não são altos de forma que os seres humanos ouçam claramente, mas quando abaixados a uma faixa que os nossos ouvidos possam detectar, o que se percebe são estalos que soam como alguém furiosamente sapateando em um campo de plástico bolha.


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O estudo, já revisado por pares, foi divulgado na revista científica Cell na quinta-feira (30/3).


A natureza escuta


Os humanos não ouvem, mas vários mamíferos, insetos e até outras plantas podem detectar esses ruídos na natureza. Chegam inclusive a responder a eles, segundo relato dos pesquisadores.


Para descobrir este curioso mecanismo das plantas, a equipe instalou microfones perto de espécimes saudáveis ​​e estressadas de tomate (Solanum lycopersicum) e tabaco (Nicotiana tabacum), tanto em uma caixa à prova de som quanto em uma estufa.


As plantas estressadas foram desidratadas ou tiveram seus caules cortados. A equipe também registrou vasos apenas com terra, para verificar se esta, sozinha emitía sons, o que não ocorreu.


O barulhinho da dor


Plantas saudáveis ​​soltam, em média, menos de um estouro por hora. Já as plantas estressadas emitem cerca de 11 a 35, dependendo da espécie vegetal e do agente estressor.


As plantas de tomate estressadas pela seca foram as mais barulhentas, com algumas plantas emitindo mais de 40 estalos por hora.


Os dados foram inseridos em um algoritmo de aprendizado que usa Inteligência Artificial (IA), que confirmou os padrões de sons e conseguiu diferenciar ruídos de tomates estressados ​​e saudáveis ​​em uma estufa com mais de 80% de precisão.


Outro modelo chegou a descobrir em que estágio de desidratação uma planta estava, com cerca de 80% de precisão.


A descoberta havia ocorrido em 2019 e inserida no banco de dados de pré-impressão bioRxiv, mas agora o trabalho foi revisado por pares.


Outras pesquisas já haviam revelado que as plantas estressadas pela seca passam por um processo chamado cavitação, quando bolhas de ar se formam e colapsam dentro do tecido vascular da planta. Este fenômeno produz um som de estalo que pode ser detectado por dispositivos de gravação conectados à planta.


O que não estava claro era se tais sons podiam ser ouvidos à distância, escreveram os autores.


Embora os pesquisadores tenham reunido essas gravações colocando microfones a cerca de 4 polegadas (10 centímetros) de distância das plantas, eles sugerem que esses sons ultrassônicos poderiam ser ouvidos por mamíferos e insetos com grande audição de 9,8 a 16,4 pés (3 a 5 metros) de distância.


Em experimentos adicionais, a equipe gravou com sucesso sons de tomateiros doentes infectados com o vírus do mosaico do tabaco e capturou os gritos de uma série de outras plantas estressadas, como trigo (Triticum aestivum), milho (Zea mays) e cactos alpinistas (Mammillaria spinosissima).


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