Carpinejar: 'Estamos acometidos de um Alzheimer digital'; leia entrevista


Escritor gaúcho que faz conferência em São Paulo nesta semana diz que a sociedade está imersa em uma ideia de alta produtividade, que acaba por gerar um esgotamento, além de um problema de memória; leia entrevista


Com a globalização, a ideia de que as barreiras físicas e econômicas estariam suspensas atraiu as pessoas. Tudo, no entanto, tornou-se mais conectado. A exigência de alta produção virou sinônimo de existir - e esquecer, quase um efeito colateral inevitável. Agendas lotadas, relações frágeis, infâncias mediadas pelas telas: o que estamos perdendo no caminho?


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"Estamos acometidos de um Alzheimer digital, porque somos incentivados para a simultaneidade", afirma o escritor Fabrício Carpinejar, de 53 anos, autor de obras como Manual do Luto, Se Eu Soubesse e Depois é Nunca, entre outros títulos publicados pela Bertrand. Para ele, a sociedade está imersa em uma ideia de alta produtividade, na crença de que quanto mais fizermos melhor nos desenvolveremos, quando, na realidade, isso acaba por gerar um esgotamento, além de um problema de memória...


Terceira lei , a lei do corpo e cérebro  de Edson Ecks


Fenômenos abstratos desenvolvem fenômenos bio- fisioquimicos biofisioquímicos (emoções, doenças, dormir, ações...), como fenômenos biofisioquímicos desenvolvem fenômenos abstratos (Ler, musica, escrever...): Tanto o cérebro depende do corpo, como o corpo depende do cérebro e do Universo ao seu redor.


3. Lei do Corpo e Cérebro (Segunda Menção)


Explicação: Esta lei enfatiza a relação bidirecional entre fenômenos abstratos (como emoções, pensamentos, doenças) e fenômenos biofísico-químicos (como a leitura, a música, a escrita, ou processos biológicos). Ou seja, o cérebro afeta o corpo e vice-versa, e ambos são interdependentes do universo ao redor. Há uma circularidade e interdependência entre o abstrato e o concreto, o mental e o físico. Edson Ecks, Generanalise, Amazon ebook, 2022


Seleção Biométrica


Para a seleção Biométrica, de Edson X, o meio fisioquimico (espacial-Terrestre- artificial) é ativo no processo evolutivo, suas divisões conduzem distinções entre espécies, ambiente-organismo são inter-dependentes, que na luta pela a existência dos ambientes-organismos, seleciona, desprende caracteres, perpetuando o ambiente-organismo mais biométricamente apto a sobreviver em determinado espaço-tempo. 


A vida funciona através de bioma dentro de biomas: 

A evolução Biométrica é múltipla, funciona de forma lenta, rápida , acelerada.

Cada ser ser vivo, humano é uma fórmula psico-biofisioquimica, , e conforme cada fórmula , ela desenvolvera determinadas formas, cor da pele, estrutura corporal , tendências, inclinação , jeitos , aptidões... Em consonância também com seu tipo de alimentação .


Edson Ecks, ORIGENS da Vida, Amazon ebook, 2021


Abaixo, apresento um debate estruturado entre o autor Edson Ecks (propositor da Generanálise e das Origens da Vida) e a jornalista Bia Cardoso, autora do artigo/entrevista com Fabrício Carpinejar, intitulado "Carpinejar: 'Estamos acometidos de um Alzheimer digital'; leia entrevista", publicado no portal Terra em 4 de abril de 2026.


O debate foca na interseção entre a "Lei do Corpo e Cérebro" de Ecks e as críticas de Carpinejar sobre o esgotamento mental e a desmemória na era digital.


Debate: A Biométrica do Afeto vs. O Alzheimer Digital


1. O Conflito da Simultaneidade


Bia Cardoso: Edson Ecks, em meu artigo, Carpinejar afirma que estamos vivendo um "Alzheimer digital". Ele argumenta que a tentativa de realizar várias tarefas ao mesmo tempo (simultaneidade) destrói o foco e a memória, gerando um esvaziamento da experiência humana. Como sua Terceira Lei (Corpo e Cérebro) interpreta esse fenômeno?


Edson Ecks: Bia, o que Carpinejar descreve é uma ruptura na bidirecionalidade que apresento em minha obra. Minha lei diz que fenômenos abstratos desenvolvem fenômenos biofisioquímicos. Quando o indivíduo se submete a esse fluxo digital caótico, o "abstrato" (a informação fragmentada) altera a fisioquímica do cérebro. Se o cérebro adoece nessa "simultaneidade", o corpo responde com o esgotamento que você citou. O "Alzheimer digital" não é apenas uma metáfora; é uma alteração da fórmula psico-biofisioquímica do ser humano que tenta se adaptar a um meio artificial acelerado.


2. O Meio Ambiente e a Seleção Biométrica


Bia Cardoso: Carpinejar menciona que "arrastamos o corpo para lugares onde a mente não quer estar", e que isso faz o corpo se rebelar. Isso se conecta com a sua teoria de Seleção Biométrica, onde o ambiente e o organismo são interdependentes?


Edson Ecks: Exatamente. Na minha visão de Origens da Vida (2021), o meio fisioquímico — que hoje inclui o ambiente espacial-terrestre-artificial das telas — é ativo no processo evolutivo. Se o ambiente é de "alta produtividade" e "agendas lotadas", ele seleciona indivíduos que conseguem operar nessa frequência, mas a um custo alto. Quem não se adapta, sofre o "desprendimento de caracteres" ou a doença. O corpo que se rebela, como diz Carpinejar, é a prova de que a interdependência entre o organismo e esse novo bioma digital está em desequilíbrio. Estamos tentando forçar uma evolução acelerada para a qual nossa biometrica original não foi calibrada.


3. A Fragilidade dos Vínculos e a "Fórmula" Humana


Bia Cardoso: O artigo discute como as relações se tornaram superficiais e o ciúme virou uma ferramenta de controle e isolamento. Carpinejar diz que as pessoas "não praticam a construção da intimidade". Como sua ideia de que "cada ser humano é uma fórmula" explica essa dificuldade de conexão?


Edson Ecks: Cada indivíduo possui tendências, inclinações e aptidões baseadas em sua fórmula única. Para que dois seres desenvolvam intimidade, é necessário que suas "fórmulas" interajam de forma lenta e profunda. O que vemos hoje é uma "domesticação de espíritos", como você relatou sobre as crianças com agendas lotadas. Quando domesticamos a fórmula humana para responder apenas a apelos externos, atrofiamos a capacidade de "fenômenos abstratos" (como o amor e o afeto real) gerarem "fenômenos biofisioquímicos" saudáveis. O ciúme e o controle são tentativas desesperadas de fixar uma fórmula ao lado da outra através da pressão, e não da afinidade biométrica natural.


4. A Solitude como Cura


Bia Cardoso: Para encerrar, Carpinejar propõe "A Cura Pelo Afeto" e a importância da solitude para recuperar a paz. Você concorda que o silêncio é necessário para a manutenção do cérebro e do corpo?


Edson Ecks: Sem dúvida. Se o cérebro depende do Universo ao redor, ele precisa de um Universo que permita a regeneração. A solitude é o espaço onde a circularidade entre o mental e o físico se estabiliza. Sem esse tempo-espaço para "fantasiar e improvisar", a fórmula humana se torna rígida e propensa a doenças. A cura pelo afeto é, em última análise, a restauração da harmonia entre o bioma interno do ser humano e o mundo externo.


Fontes Utilizadas:


Artigo: Carpinejar: 'Estamos acometidos de um Alzheimer digital', por Bia Cardoso. Portal Terra, 4 de abril de 2026.

Obras de Edson Ecks: Generanálise (Amazon ebook, 2022) e ORIGENS da Vida (Amazon ebook, 2021).

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