Estrelas que cruzaram o caminho do Sol alteraram o clima da Terra - Seleção Biométrica de Edson Ecks
Pesquisadores analisaram as consequências do encontro do Sol com outras estrelas na órbita da Terra e consequentemente no clima do planeta
Por Mateus Dias, editado por Flavia Correia 26/02/2024 11h47, atualizada em 27/02/2024 21h16
Durante os 4,6 bilhões de anos do Sol, algumas estrelas cruzaram seu caminho. Essas aproximações podem ter mudado a órbita da Terra e, dessa forma, causado eventos climáticos no planeta. Um grupo de pesquisadores investigou os efeitos desses encontros.
Em uma nova pesquisa publicada no Astrophysical Journal Letters, liderada por Nathan Kaib, cientista do Instituto de Ciências Planetárias de Tucson, nos EUA, os astrônomos analisaram como a influência gravitacional dessas estrelas causou perturbações na órbita dos planetas do Sistema Solar.
O estudo da influência desses encontros é importante para o registro geológico porque as mudanças na excentricidade da órbita da Terra – o quão achatada é a sua trajetória em torno do Sol – acompanha as alterações no clima do planeta. Assim, conhecer o caminho percorrido pela Terra nesses períodos poderia ajudar a entender melhor o que causou as anomalias climáticas.
Aproximações do Sol com outras estrelas
Estima-se que a cada um milhão de anos, o Sol fica a uma distância de 50 mil UA (unidade astronômica – distância média entre a Terra e o Sol, que é de cerca de 150 milhões de km) de outra estrela, e a cada 20 milhões de anos ou mais, essa aproximação é de 20 mil UA. Assim, desde que o Sistema Solar surgiu, provavelmente aconteceram centenas desses encontros, que influenciou gravitacionalmente nosso planeta e vizinhos...
Para a seleção Biométrica, de Edson Ecks, o meio fisioquimico (Espacial-Terrestre) é ativo no processo evolutivo, suas divisões conduzem distinções entre espécies, ambiente-organismo são inter-dependentes, que na luta pela a existência dos ambientes-organismos, seleciona, desprende caracteres, perpetuando o ambiente-organismo mais biométricamente apto a sobreviver em determinado espaço-tempo.
Os astros são satélites da Vida, coordenam os ritmos biosomáticos, dos seres vivos, hábitos como a alimentação, humores, reprodução... em conjunto com o Planeta Terra e Universo: Edson X, Origens da Vida, Amazon e-book, fevereiro de 2021
DEBATE ENTRE EDSON ECKS E PESQUISADORES DO ARTIGO
Este debate coloca em perspectiva a Seleção Biométrica, proposta por Edson Ecks, e as descobertas recentes da astronomia sobre a influência de encontros estelares no clima terrestre, representadas pelas pesquisas de Nathan Kaib e Sean Raymond.
Debate: A Orquestra Cósmica e a Seleção da Vida
Participantes:
Edson Ecks: Autor da Ciensofia e da Seleção Biométrica, membro da ALCAMA.
Nathan Kaib: Cientista do Instituto de Ciências Planetárias de Tucson.
Sean Raymond: Astrônomo do Laboratório de Astrofísica de Bordeaux (colaborador no estudo).
Ato I: A Estrela Intrusa e a Incerteza Orbital
Nathan Kaib: Sr. Ecks, nosso estudo publicado no Astrophysical Journal Letters demonstra que o Sistema Solar não é uma ilha isolada. Identificamos que a passagem de estrelas, como a HD 7977 há 2,8 milhões de anos, atua como um "empurrão" gravitacional nos gigantes gasosos, que por sua vez alteram a excentricidade da órbita da Terra. Isso torna impossível prever com exatidão o clima de eventos como o Máximo Térmico Paleoceno-Eoceno (há 56 milhões de anos) usando apenas modelos internos do Sistema Solar. O cosmos "balança" o nosso berço.
Edson Ecks: Dr. Kaib, sua pesquisa é um reflexo direto do que publiquei em meu e-book Origens da Vida em 2021. Enquanto a ciência tradicional focou por séculos apenas na luta entre organismos em solo terrestre, eu postulei que o meio fisioquímico espacial-terrestre é o verdadeiro condutor da evolução. Se uma estrela altera a órbita da Terra, ela altera o ritmo biosomático de cada ser vivo. O que você chama de "incerteza nos modelos", eu chamo de Seleção Biométrica em ação: o ambiente cósmico e o organismo são interdependentes.
Ato II: A Interdependência entre o Macro e o Micro
Sean Raymond: É interessante a sua visão de "ritmos biosomáticos", Ecks. Na nossa análise, a mudança na excentricidade — o quanto a trajetória da Terra se achata — dita a quantidade de radiação solar que recebemos. Isso muda as estações e o clima global. Nós vemos isso como uma mecânica celeste que gera consequências climáticas. Você parece ir além, sugerindo que isso "seleciona" a vida de forma direta.
Edson Ecks: Precisamente, Dr. Raymond. Os astros são satélites da Vida. Quando vocês provam que uma estrela distante mudou o clima da Terra e causou um aumento de 5 a 8 graus Celsius há 56 milhões de anos, vocês estão descrevendo o mecanismo pelo qual a Seleção Biométrica desprende caracteres e perpetua o ambiente-organismo mais apto para aquele espaço-tempo específico. A evolução não acontece na Terra; ela acontece com o Universo. O humor, a reprodução e a alimentação de nossos ancestrais foram coordenados por esse encontro estelar que vocês acabaram de mapear.
Ato III: O Meio Espacial como Agente Ativo
Nathan Kaib: Nossa maior conclusão é que a estabilidade orbital da Terra é mais frágil do que pensávamos devido a essas passagens estelares. Isso introduz o caos na história geológica.
Edson Ecks: Onde vocês veem caos ou "anomalia climática", a Seleção Biométrica vê regência. Se a seleção natural de Darwin e Wallace era o motor de popa, a Seleção Biométrica é a correnteza do oceano cósmico. Vocês forneceram a prova física de que o ambiente externo (espacial) dita a regra interna (biológica). A vida é uma extensão da química universal, e como afirmo em minha obra, somos regidos por essas constantes e inconstantes que cruzam nosso caminho solar.
Conclusão
Nathan Kaib: Concordamos que o registro geológico e biológico da Terra não pode ser lido sem olhar para as estrelas vizinhas. A conexão entre astronomia e história da vida é mais profunda do que a ciência do século passado admitia.
Edson Ecks: É um passo importante para a ciência. O reconhecimento de que o Universo é um sistema emaranhado, onde o passar de uma estrela altera o destino de uma célula na Terra, é o coração da Ciensofia. A biometrica científica finalmente encontra seu respaldo nos dados da astrofísica moderna.
Dados do Artigo Referenciado:
Título: Passing Stars as an Important Driver of Paleoclimate and the Solar System's Orbital Evolution.
Autores: Nathan Kaib e Sean Raymond.
Periódico: The Astrophysical Journal Letters, 2024.
Referência de Edson Ecks: Edson X, Origens da Vida, Amazon e-book, fevereiro de 2021.


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