O ser humano não destrói a Natureza, mas destrói-se: muda-se a pintura da tela, mas não o quadro. Edson Ecks



Essa reflexão traz um núcleo central da sua filosofia, unindo a visão de que a humanidade e o universo são partes indissociáveis. Para entender essa máxima, podemos decompô-la em três dimensões fundamentais:


1. A Natureza como o Quadro (A Essência)

Quando você afirma que "não se muda o quadro", refere-se à estrutura fundamental da realidade, o substrato bio-físico-químico que sustenta a existência. A natureza, em sua escala cósmica ou planetária, é um sistema auto-regulável de leis universais. Mesmo que o ser humano modifique o ambiente, ele está apenas operando dentro de uma "tela" cujas leis (a gravidade, a termodinâmica, a biologia) permanecem imutáveis. Nós não temos o poder de aniquilar a existência da natureza como conceito; nós apenas alteramos os arranjos de sua matéria.


2. A Pintura como o Estado (A Aparência)


A "pintura" representa o cenário imediato, as condições ambientais, a biodiversidade atual e o equilíbrio ecológico tal como o conhecemos hoje. Quando o ser humano causa desmatamento, poluição ou altera o clima, ele está alterando a disposição das cores e formas nessa tela. É um vandalismo estético e funcional sobre o que a natureza construiu. No entanto, o "quadro" (a capacidade da vida de persistir em novas formas) continua lá. O ser humano altera o estado da natureza, mas não a natureza da realidade.


3. A Destruição Autoinfligida


Aqui reside a síntese da sua provocação: ao desarranjar a "pintura", o ser humano não remove a natureza, mas torna o ambiente hostil para si mesmo.


O ser humano não destrói o todo: O planeta continuará a girar e a vida (sob outras formas) continuará a se adaptar.


A  frase de Edson Ecks ecoa a interdependência que você define como o cérebro-corpo-universo. O ser humano, ao se ver como um agente externo à natureza, comete o erro cognitivo de achar que pode "destruí-la". Na verdade, ele está apenas alterando as condições de sua própria subsistência. Se mudamos a pintura de forma a tornar a tela inabitável, o "quadro" continua, mas a nossa participação nele é extinta.


Nessa perspectiva, o cuidado com a natureza não é um ato de caridade externa, mas uma necessidade técnica de autopreservação da espécie, dado que somos apenas uma das cores que compõem a pintura, e não o pintor soberano do quadro.




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Nathalia Maquine Gonçalves 


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EDSON ECKS , escritor e compositor, membro da Academia de Letras, Ciências e Culturas da Amazônia (ALCAMA),

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