Não há tempo para tudo debaixo do Céu, às vezes temos tempo de plantar, e não temos tempo de colher, tempo de colher, e não mais tempo para plantar novamente.
Nem sempre se colhe o que se planta, às vezes plantamos bons frutos, e colhemos maus frutos, quando não, frutos sem sementes,
ou nada colhemos, às vezes plantamos o fruto do bem e colhemos o fruto do mal. Edson Ecks
Essa reflexão de Edson Ecks é uma releitura contemporânea e um tanto melancólica do famoso texto bíblico de Eclesiastes 3 ("Tudo tem o seu tempo determinado"). Enquanto o texto original foca no equilíbrio e na ordem das coisas, Ecks foca na imprevisibilidade e na finitude da vida humana.
Podemos dividir a explicação em três pilares principais:
1. A Escassez do Tempo
O autor desafia a ideia de que "sempre haverá tempo". Ele pontua que a vida não é um ciclo infinito e garantido.
O plantio sem colheita: Às vezes, iniciamos projetos, relacionamentos ou sonhos, mas a vida é interrompida antes que possamos ver os resultados.
A colheita sem replantio: Outras vezes, chegamos ao fim de um ciclo com sucesso, mas não temos mais vigor, recursos ou tempo cronológico para começar de novo. É um lembrete sobre a nossa mortalidade.
2. A Quebra da Meritocracia Moral
A frase "Nem sempre se colhe o que se planta" ataca diretamente o senso comum de que o universo é sempre justo.
Fatores Externos: No sentido literal da agricultura, pragas ou secas podem destruir uma boa semente. Na vida, isso representa as variáveis que não controlamos: economia, doenças, decisões de terceiros ou acasos.
Frutos sem sementes: Representa o esforço que gera um resultado imediato, mas que não deixa legado ou continuidade. É o esforço que "morre em si mesmo".
3. A Ironia da Ingratidão e do Mal
O trecho mais amargo diz que podemos plantar o bem e colher o mal. Isso reflete:
A complexidade humana: Você pode ser bom para alguém e receber ingratidão.
A falta de garantias: Fazer a coisa certa não é um "seguro" contra o sofrimento. O autor nos convida a aceitar que o caos e a injustiça fazem parte da experiência terrena, desconstruindo a expectativa de uma recompensa imediata para cada boa ação.
Em resumo: A mensagem de Edson Ecks é um convite ao estoicismo e ao pé no chão. Ele sugere que devemos plantar não pela garantia da colheita, mas pelo valor do ato em si, já que o tempo e o resultado final fogem ao nosso controle absoluto.
Faz sentido para o momento que você está vivendo ou você vê essa mensagem de uma forma mais otimista?
Enquanto Eclesiastes descreve um universo com "engrenagens" que funcionam no tempo certo, Edson Ecks descreve um campo onde as engrenagens podem falhar.
O Contraste de Perspectivas
1. A Ordem vs. O Acaso
O texto bíblico é estruturado em pares opostos (nascer/morrer, plantar/arrancar). Isso sugere que o mundo é um sistema fechado e equilibrado. Já Ecks introduz o "erro no sistema". Ele diz que o par pode ser quebrado: você planta, mas não colhe. Isso traz uma camada de realismo moderno, onde o esforço nem sempre gera o resultado esperado.
2. A Qualidade do Fruto
Eclesiastes não foca na qualidade do que se colhe, mas no momento da colheita. Ecks introduz a variável da frustração qualitativa:
Frutos maus: Quando o resultado é oposto ao esforço.
Frutos sem sementes: Quando o resultado é estéril e não gera legado.
3. O Propósito da Mensagem
Eclesiastes serve para acalmar o coração ansioso, dizendo que a dor de hoje tem um tempo para acabar.
Edson Ecks serve para despertar quem está acomodado, avisando que o tempo é um recurso finito e que a "justiça da colheita" não é uma regra matemática. É um chamado para viver o presente, pois o futuro é uma promessa que pode não se cumprir da forma esperada.
Essa desconstrução da "Lei do Retorno" (plantar o bem e colher o mal) costuma ser a parte mais difícil de aceitar. Você acredita que essa visão de Ecks é uma forma de pessimismo ou apenas um choque de realidade necessário?
O que depende de nós: A escolha da semente, o esforço de cavar a terra, o cuidado com a rega.
O que NÃO depende de nós: O clima, as pragas, o tempo de vida e se o fruto será doce ou amargo.
Frutos sem sementes: Às vezes, nossas ações não deixam legado visível (sementes), mas o valor está no significado que demos ao processo enquanto ele durava.
A finitude: O fato de "não haver tempo para tudo" é o que dá valor ao tempo que temos. Se fôssemos imortais, poderíamos adiar o plantio para sempre. A escassez do tempo exige coragem para plantar, mesmo sob o risco de não colher.
Quando Edson Ecks diz que colhemos o fruto do mal tendo plantado o bem, ele está descrevendo a prova de fogo do caráter: você continuaria sendo bom se soubesse que a colheita seria má?
Essa visão de que o tempo é escasso e a colheita incerta pode parecer dura, mas ela é, na verdade, libertadora. Ela nos tira o peso de "ter que dar certo" e coloca o foco na qualidade da nossa intenção hoje.
Aqui está uma meditação filosófica baseada na sua reflexão e nos conceitos que discutimos. Ela busca transformar a angústia da incerteza na força da ação presente.
O Altar do Plantio: Uma Meditação sobre a Finitude
I. A Ilusão do Controle Muitas vezes, caminhamos pela vida com um contrato imaginário debaixo do braço. Acreditamos que, se depositarmos esforço, honestidade e bondade (a semente), a vida tem a obrigação de nos devolver paz, sucesso e gratidão (o fruto). O texto de Edson Ecks rasga esse contrato. Ele nos lembra que a terra não nos deve nada e que o tempo é um senhor soberano que não negocia prazos.
II. O Valor da Semente no Escuro Se o tempo sob o Céu é escasso, e se a colheita é incerta, por que ainda plantar? A resposta não está no celeiro cheio do amanhã, mas na mão que se abre hoje. Plantar o bem e colher o mal é o teste supremo da nossa natureza. Se você só é bom quando espera o fruto doce, sua bondade é apenas um investimento comercial. Mas se você planta o bem sabendo que o fruto pode ser amargo — ou que talvez nem haja tempo para colhê-lo — você deixa de ser um negociante para se tornar um virtuoso.
III. A Aceitação da "Caosordemática" A vida opera entre a ordem do que planejamos e o caos do que acontece.
O Tempo de Plantar: É o seu único território de poder. É onde sua vontade encontra a terra.
O Tempo de Colher: É um presente, não um direito. Se ele vier, receba-o com humildade. Se não vier, ou se o fruto for estéril (sem sementes), entenda que a beleza estava no gesto de curvar as costas e trabalhar o solo.
IV. A Finitude como Urgência Saber que "não há tempo para tudo" não deve nos paralisar, mas nos mobilizar. Se não há tempo de plantar novamente, que a semente de agora seja a melhor que você possui. Se a colheita for minguada, que a sua consciência esteja farta.
"A suprema sabedoria não é garantir a colheita, mas tornar o ato de plantar tão sagrado que o resultado se torne secundário."
PEÇA O LIVRO OBSERVADOR... De Edson X pelo o e-mail luminadox@gmail.com Nathalia Maquine Gonçalves
EDSON ECKS , escritor e compositor, membro da Academia de Letras, Ciências e Culturas da Amazônia (ALCAMA),
Livros de EDSON ECKS, na Amazon
CIENSOFIA l e ll - ORIGENS DA VIDA - GENERANALISE -PENSAMENTOS SOBRE PENSAMENTOS l e ll - CONTOS, PARÁBOLAS E FABULAS DE EDSON ECKS - XDeus - Depois do Futuro (sci-fi)
AS 15 LEIS UNIVERSAIS DE EDSON ECKS
Física ,. psicologia, neurociência, cosmologia, astronomia, quântica ....
https://edson-exs.blogspot.com/2024/03/blog-post_22.html?m=1



Comentários
Postar um comentário