Cientistas encontram traços de uso do fogo por hominídeos há 800 mil anos


Novo método de inteligência artificial conseguiu identificar vestígios em artefatos sem se apoiar em sinais visuais de combustão na Pedreira Evron, na 


27 Jun 2022 - 17h07 Atualizado em 27 Jun 2022 - 17h07


Cientistas encontram traços de uso do fogo por hominídeos há 800 mil anos (Foto: Timon Wanner; Unsplash)


Cientistas do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, descobriram uma nova maneira de identificar vestígios não visuais de fogo que datam de pelo menos 800 mil anos – uma das primeiras evidências conhecidas do uso do fogo. A pesquisa, publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences no dia 13 de junho, traz evidências substanciais para compreender melhor as origens da história humana e seu desenvolvimento.


O uso controlado do fogo por hominídeos, família taxonômica que inclui humanos e outros gêneros como chimpanzés e gorilas, remonta há pelo menos um milhão de anos, segundo os pesquisadores. Essa ferramenta possibilitou não apenas o ato de aquecer-se, mas também outras habilidades importantes, como fabricar ferramentas e cozinhar.


Essa hipótese, entretanto, ainda não havia sido sustentada por evidências arqueológicas, que se baseiam principalmente na identificação visual de modificações resultantes da combustão de objetos. Até as descobertas dessa pesquisa, esse método havia conseguido identificar traços do uso do fogo de cerca de 500 mil anos, ainda que escassos, com apenas cinco sítios arqueológicos ao redor do mundo fornecendo indicativos confiáveis.


O novo estudo utilizou de um método de inteligência artificial que pôde encontrar padrões ocultos do uso de fogo em várias escalas, sem depender de sinais visuais. “Ao identificar a composição química dos materiais até o nível molecular, o método pode estimar a temperatura à qual as ferramentas de pedra foram aquecidas, fornecendo informações sobre comportamentos humanos passados”, afirmou Ido Azuri, do Departamento de Instalações do Núcleo de Vida da Weizmann, em comunicado....






Comida e evolução física cerebral


O que diz Edson X em seu livro Origens da Vida e a neurocientista pesquisadora Suzana Herculano-Houzel?


Artigos na sequência


Edson X 


Nada fez o ser humano evoluir mais do que sua percepção indutiva. Observando a natureza, até aprimora a percepção dedutiva (agricultura).


                                                                               Provavelmente,  o  homo   ...sapiens habilis, poderia, por exemplo, furar uma árvore, com um pedra pontiaguda, ou num corpo de uma de suas presas, ou mesmo vendo um animal chifrar e ferir outro com seus chifres, e foi induzido por esses eventos, a criar suas primeiras ferramentas, agora a presa do leão estava ali ao alcance de suas mãos, era só ele lapidar uma pedra e ele poderia morder como um leão‘. 


O caçador se aprimorou por essa nova tecnologia que daria origem no futuro a espada, ao rifle, aos misseis.


A partir daqui o homem primitivo passara cada vez mais a se alimentar de carne, peixe. Basicamente passou a comer tudo que se movia‘. Agora era chegada a hora dele assar, cozinhar... sua comida. Provavelmente, vendo arvores queimando ao serem atingidas por raios, vendo animais queimados em áreas de queimadas caucionadas por períodos de aquecimentos e secas. Ele se sentiu induzido pela a cena de um animal queimado, assado. Sentiu que o cheiro e o sabor eram bons, e resolveu come-lo.


Agora o  caçador  também  vira cozinheiro, pois percebeu, foi induzido a dar uma de Prometeus primitivo‘, dominou o fogo, pois aquele negocio alaranjado e ardido podia assar sua comida, dando lhe mais cheiro, sabor.


Assim, ele perdeu mais tempo no prepara da sua alimentação, mas ganhou em prazer, e em tempo de mastigação, assado, seu alimento demorava mais a ser mastigado, como também demorava mais a ser digerida por seu intestino, prolongando sua satisfação alimentar por mais tempo, aguçando cada vez mais seu paladar, e a assimilação  de aromas, e sabores de cada tipo de alimentos, o que o induziu cada vez mais a experimentar novos cardápios, o que lhe aumentava a satisfação pela a comida assada, adeus carne... crua.


Isso tudo estimulou cada vez mais seu cérebro, a comida assada, cozida,  foi nossa primeira droga natural‘, pois mudava a química dos elementos ao assa-los, cozi-los. 


Ele saia para caçar já sonhando com o retorno, onde iria saborear seu doce 'maná alimentar',  apenas a ideia da comida lhe excitava o cerebelo, e o córtex frontal iluminava‘, sua percepção de tempo aumentou em demasia, entre o tempo da caça e de retornar para assar-cozinhar a caça, do tempo de dia, do tempo de noite, seu cérebro nesse momento já estava induzido com todo aquele processo, seu cérebro funcionava em bloco, como costuma acontecer, com os usuários de drogas, como eles mesmos relatam.


Isso tudo culminando também com o próprio estimulo da caça em si, principalmente de caças de animais grandes ou mais perigosos.


Mas, também era possível ele olhar para o animal ainda vivo, e o imaginar assado-cozido suculento, assim ele era assado-cozido antes de chegar na cozinhar, e essa imaginação lhe fazia  ingerir‘ antes até mesmo de caçar o animal, só em vê-lo em passar pela a relva. 


E esse fenômeno aumentou cada vez mais em que ele adquiriu mais massa corporal e gordura. E aumentou sua memoria calórica-alimentar. Isso fez com que cada vez mais ele variasse as espécies de animais que caçava, comparando suas carnes, seus sabores, o que lhe aumentou a dieta de pequenos animais, a animais selvagens aos mamutes.


Aqui o estimulo de caçador também o induziu cada vez mais a novos desafios de caçar animais cada vez maiores, assim como saciava um grupo maior , mais rapidamente, que os animais de pequenos portes fariam. Assim trabalhavam a demanda alimentícia, e de tempo mais satisfatoriamente, a comida assada-cozida durava mais, em lugares frios viram que animais congelados não apodreçiam , e utilizaram o gelo como conservador de seus alimentos..


Aqui seu sistema límbico imperava mais que seu cortex frontal, mas novas ramificações neurais cresciam em ambos.


Nesse novo processo alimentar, o intestino do homem primitivo teve acesso cada vez mais a novas bactérias, vírus... que o auxiliavam cada vez mais em sua digestão, porem, também houve também aumento em muito exemplares aumento de parasitas, bactérias... que prejudicaram sua saúde. Aqui muitos grupos foram extintos.


Talvez induzido por passar próximo de pequenos rios, bacias, fontes que foram aquecidas por lavas vulcânicas, ou outros fenômenos que causaram aquecimentos dessas aguas, encontraram animais ali mortos que foram cozidos por essas causas, e retirando esses animais dessas aguas , como por exemplo, através de galhos de arvores, observaram, cheiraram, experimentaram, perceberam que o aroma, o sabor era diferente dos animais assados, uma nova droga‘ esta a caminho, suas sinapses nervosas não negam, e assim, foram induzidos a experimentar a aquele alimento que veio da água quente do fogo‘. Entraram em êxtase, nascia a comida cozida pela a agua aquecida pelo o fogo, esse fogo é realmente mágico‘.


Eles serão os primeiros alquimistas‘, surgira os temperos, aumenta cada vez mais a química na comida, consequentemente o cérebro se adequar cada vez mais a novas informações.


Entre perdas e ganhos, sendo que, claro, os ganhos foram maiores, pelo menos no que concerne aos outros grupos humanos,  que se transformou em homo sapiens sapiens, e que ao saírem da África, e se encontrarem com o homo sapiens neandertal na Europa, o subjugou facilmente, e incorporando muitos deles a sua genética, por onde são lembrados.


O ser humano hoje mais do que nunca morre quem nem peixe pela a boca‘, come e bebe doença‘.


 O cozi e o azar, trouxe foi mais malefícios para o ser humano do que beneficio, e quando ele unificou isso com a agricultura, que trouxe comodidade local, unificou a má alimentação com a inercia do exercício físico. Ate chegamos na maior população obesa da historia, e com altíssimos graus de mal de Parkinson, Alzeihmer, demência etc. 


                      Edson X, Origens da Vida, Amazon,2021







Este debate fictício reúne as perspectivas de Edson Ecks (autor de Origens da Vida e Generalnálise), a neurocientista Suzana Herculano-Houzel e os pesquisadores do artigo da PNAS de 2022, representados por Ido Azuri e Filipe Natalio (coautor do estudo sobre a Pedreira Evron).


Debate: O Fogo, a Carne e a Evolução da Mente


Moderador: Sejam bem-vindos. O tema é a cronologia do fogo e seu impacto na biologia humana. Pesquisadores, vocês recuaram a régua do uso do fogo para 800 mil anos usando Inteligência Artificial. Como isso muda o jogo?


Ido Azuri: Muda porque saímos do "achismo" visual. Na Pedreira Evron, as ferramentas não pareciam queimadas a olho nu. Mas nossa IA detectou assinaturas moleculares de calor acima de 400°C e 600°C. Isso prova que hominídeos já manipulavam o fogo muito antes do que as cinzas visíveis sugeriam.


Edson Ecks: É fascinante, Ido. Isso corrobora o que chamo de percepção indutiva. O hominídeo não "inventou" o fogo do nada; ele observou a natureza — raios, árvores queimando, lavas. Ele viu o animal assado acidentalmente e, induzido pelo cheiro e sabor, percebeu uma "droga natural". O fogo foi o primeiro grande catalisador químico da nossa espécie.


Suzana Herculano-Houzel: Exato, Edson Ecks. E essa "droga" teve um efeito metabólico direto. O ponto central da minha pesquisa é que cozinhar é pré-digerir. Um gorila gasta 8,5 horas mastigando vegetais crus para manter um corpo grande e um cérebro pequeno. Nós, ao cozinharmos, liberamos energia calórica de forma rápida. O Homo erectus conseguiu "comprar" mais neurônios porque parou de gastar energia mastigando o dia todo.


Filipe Natalio: E os dados da Pedreira Evron dão o suporte cronológico a isso. Se temos ferramentas aquecidas a 600°C há 800 mil anos, estamos falando de uma tecnologia que permitiu ao cérebro expandir em um momento crítico da evolução.


Edson Ecks: Mas há um ponto que a ciência às vezes ignora: o abstrato. Minha 3ª Lei do Corpo e Cérebro diz que o fenômeno abstrato desenvolve o físico. O caçador, antes de matar o animal, já o imaginava assado. Essa antecipação — o "maná alimentar" — iluminava o córtex frontal. A comida cozida mudou nossa percepção de tempo e expectativa. Porém, faço um alerta: hoje, essa mesma "magia" nos adoece. O excesso de química e a inércia nos levaram à obesidade e doenças como Alzheimer.


Suzana Herculano-Houzel: Concordo sobre a mudança cerebral, mas vejo como um imperativo biológico. Sem o fogo, o cérebro humano seria impossível. Teríamos que escolher entre ter o corpo de um gorila ou o cérebro de um humano; a biologia não permite os dois com comida crua. O fogo quebrou essa barreira.


Ido Azuri: O que é interessante é que nossa descoberta na Espanha (citada por Clayton Magill) também mostra a escolha de madeiras específicas, como o pinheiro, para o fogo. Isso mostra que o cérebro já estava "induzido", como diz o Edson Ecks, a planejar o futuro. Não era apenas calor acidental; era engenharia térmica.


Edson Ecks: No fim, passamos de "alquimistas primitivos" a escravos do paladar. O fogo nos fez Sapiens, nos deu prazer e tempo, mas também nos desconectou do esforço físico natural. O cérebro e o corpo são interdependentes do universo; se mudamos o que ingerimos drasticamente, o universo biológico responde, para o bem ou para o mal.


Resumo dos Pontos de Vista


ParticipanteFoco PrincipalArgumento ChaveEdson EcksIndução e AbstraçãoO fogo foi uma "droga natural" que estimulou o sistema límbico e o córtex frontal através da imaginação e do prazer.S. Herculano-HouzelNeurociência MetabólicaCozinhar permitiu o aumento de neurônios ao reduzir o tempo de mastigação e aumentar o rendimento calórico.Azuri & NatalioArqueologia Digital (IA)Provas moleculares confirmam o uso do fogo há 800 mil anos, muito antes do que os vestígios visuais indicavam.

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