Vida microscópica na neblina: estudo encontra micróbios vivos nas gotas da Amazônia / Seleção Biométrica de Edson Ecks
Um estudo no observatório ATTO, perto de Manaus, encontrou microrganismos viáveis na água da neblina. As gotas podem redistribuir vida microscópica na floresta e ajudar a monitorar impactos de queimadas, clima e qualidade do ar no Brasil.
A neblina que aparece antes do amanhecer na Amazônia parece só um detalhe bonito da paisagem. Mas ela pode carregar algo surpreendente: vida microscópica. Um estudo recente detectou microrganismos viáveis, ainda metabolicamente ativos, dentro das gotículas de neblina coletadas acima da floresta.
A relevância vai além da curiosidade. A neblina faz parte do “ciclo curto” de água e energia na floresta: forma-se quando o ar úmido esfria, reduz a visibilidade e desaparece com o aquecimento do dia. Se essas gotas transportam micróbios, elas também ajudam a explicar como organismos se dispersam no dossel e como materiais do ar retornam para folhas e solo.
Seleção natural é o mecanismo evolutivo proposto por Alfred Wallace e Charles Darwin, que afirmou que o meio ambiente atua como um selecionador de características, perpetuando os organismos mais aptos a sobreviver em determinado local...
Seleção Biométrica
Para a seleção Biométrica, de Edson X, o meio fisioquimico (espacial-Terrestre- artificial) é ativo no processo evolutivo, suas divisões conduzem distinções entre espécies, ambiente-organismo são inter-dependentes, que na luta pela a existência dos ambientes-organismos, seleciona, desprende caracteres, perpetuando o ambiente-organismo mais biométricamente apto a sobreviver em determinado espaço-tempo.
A vida funciona através de biomas dentro de biomas
Para o Biometrismo de Edson Ecks a evolução é múltipla , age de forma lenta , rápida , acelerada. Dependendo do organismo e do espaço tempo em que ele habita .
Edson Ecks, ORIGENS da Vida, Amazon ebook, 2021
Este debate fictício coloca frente a frente a visão teórica e sistêmica de Edson Ecks (do livro Origens da Vida, 2021) e as descobertas empíricas dos pesquisadores Ricardo Henrique Moreton Godoi, Erika Lika Yamauchi Hara, Bruna Gressler Sebben e colegas, autores do artigo "Amazonian fog harbors viable microbes" (fevereiro de 2026).
O Debate: Biometrismo vs. Microbiologia Atmosférica
1. A Interdependência Ambiente-Organismo
Edson Ecks: Minha tese de Seleção Biométrica propõe que o meio físico-químico não é apenas um cenário, mas um agente ativo. O ambiente e o organismo são "interdependentes". Quando vocês encontram micróbios metabolicamente ativos dentro de gotas de neblina na Amazônia, vocês estão provando que o bioma não termina na superfície da folha. A gota de água (ambiente espacial-terrestre) e a bactéria (organismo) formam uma unidade funcional única em movimento.
Ricardo Godoi & Equipe: Concordamos que a separação é tênue. Nosso estudo no observatório ATTO demonstrou que a neblina funciona como um "transporte de curta distância". As gotículas capturam material do solo e das folhas e o devolvem. Isso valida a sua ideia de interdependência: o microrganismo influencia a formação da gota (servindo como núcleo de condensação) e a gota garante a viabilidade do microrganismo ao fornecer proteção e umidade durante o transporte.
2. Biomas dentro de Biomas
Edson Ecks: Exatamente. Eu afirmo que "a vida funciona através de biomas dentro de biomas". Uma gota de neblina contendo dezenas de milhares de células por mililitro é, em si, um micro-bioma flutuante. Ela é um "espaço-tempo" onde a seleção ocorre de forma acelerada ou lenta, dependendo das condições físico-químicas daquela massa de ar.
Erika Hara & Bruna Sebben: Nossos dados mostram exatamente essa complexidade. Usamos citometria de fluxo para confirmar que essas células estão vivas e metabolicamente ativas. Não são apenas fragmentos biológicos; são comunidades funcionais de bactérias e fungos que refletem o estado da floresta. Se o ambiente muda — por exemplo, com fumaça de queimadas — a composição biológica da gota muda. Isso reforça seu conceito de que o ambiente "seleciona e desprende caracteres".
3. A Velocidade da Evolução e Dispersão
Edson Ecks: No Biometrismo, a evolução é múltipla e age em diferentes velocidades. O que vocês observaram sobre a redistribuição de vida microscópica via neblina mostra como a vida pode se "reorganizar" rapidamente em escala local, antes mesmo de grandes ciclos geológicos.
Pesquisadores (Godoi et al.): Sim, a variação que encontramos entre os 13 eventos de neblina coletados mostra que a dinâmica é muito rápida. A neblina se forma ao esfriar e desaparece com o aquecimento do dia. Nesse curto espaço de tempo, ocorre uma redistribuição massiva de vida. O "organismo mais biometricamente apto", como você diz, seria aquele capaz de sobreviver a esse ciclo de dessecação e reidratação constante na atmosfera amazônica.
Tabela Comparativa de Conceitos
Conceito de Edson Ecks (2021)Evidência no Artigo de Godoi et al. (2026)Meio Ativo: O ambiente espacial/terrestre atua no processo.Neblina como Vetor: A água da neblina transporta e mantém a viabilidade celular.Ambiente-Organismo Interdependentes: Não há separação clara.Bioaerossóis: Micróbios vindos das folhas tornam-se parte da atmosfera e retornam ao solo.Biomas dentro de Biomas: Vida em múltiplas escalas.Microclima da Gota: Cada gota de neblina é um habitat com milhares de células ativas.Espaço-Tempo: Evolução depende do habitat ocupado.Ciclo Curto: A vida microbiana se redistribui em ciclos diários de neblina.
Nota Reflexiva: Enquanto Darwin focou na seleção através da competição e aptidão reprodutiva a longo prazo, o debate entre Ecks e os pesquisadores da UFPR/ATTO sugere uma visão onde a viabilidade imediata e a conectividade física com o meio (a Biometria do espaço) são fundamentais para a manutenção da vida na biosfera.



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