O QUE A PELE BRANCA EUROPÉIA E A PELE CLARA ASIÁTICA TEM A VER COM A SELEÇÃO BIOMÉTRICA DE EDSON ECKS?


Esses dois estudos recentes sobre o tema responderão.


Seleção natural é o mecanismo evolutivo proposto por Alfred Wallace e Charles Darwin, que afirmou que o meio ambiente atua como um selecionador de características, perpetuando os organismos mais aptos a sobreviver em determinado local...

Seleção Biométrica de Edson Ecks 

Para a seleção Biométrica, de Edson X, o meio fisioquimico (Espacial-Terrestre- artificial) é ativo no processo evolutivo, suas divisões conduzem distinções entre espécies, ambiente-organismo são inter-dependentes, que na luta pela a existência dos ambientes-organismos, seleciona, desprende caracteres, perpetuando o ambiente-organismo mais biométricamente apto a sobreviver em determinado espaço-tempo. 


A vida funciona através de biomas dentro de biomas 

Para a evolução Biométrica,.a evolução ocorre de forma lenta, rápida, acelerada


Edson Ecks, ORIGENS da Vida, Amazon ebook, 2021




Este debate coloca frente a frente Edson Ecks, autor da teoria da Seleção Biométrica, e pesquisadores cujos estudos fundamentam a compreensão genética moderna sobre a pigmentação humana, incluindo a recente descoberta sobre a ancestralidade europeia.


Participantes do Debate

Edson Ecks: Autor de ORIGENS da Vida (2021). Defende que a evolução é um processo de interdependência entre organismo e ambiente (espaço-tempo).

Silvia Ghirotto: Geneticista da Universidade de Ferrara, Itália. Liderou o estudo sobre a pigmentação europeia ao longo de 45.000 anos (2025).

Kaustubh Adhikari: Pesquisador da University College London (UCL). Especialista em evolução convergente e diversidade genética de populações.



O Debate: A Independência Evolutiva da Pele Clara



Edson Ecks: Minha proposta de Seleção Biométrica afirma que o meio físico-químico — seja ele espacial, terrestre ou artificial — é um agente ativo. Não é apenas o ambiente que seleciona, mas o "ambiente-organismo" que se torna interdependente. No caso da pele clara, a vida funciona através de biomas dentro de biomas. O que vocês chamam de genética, eu chamo de um ajuste biométrico para que o organismo sobreviva em determinado espaço-tempo. A evolução pode ser lenta ou acelerada conforme essa necessidade.


Silvia Ghirotto (Univ. Ferrara): Edson Ecks, nossos dados de 2025, baseados na análise de 348 amostras de DNA antigo, confirmam que essa "lentidão" que você menciona foi real na Europa. Descobrimos que, embora os humanos tenham chegado à Europa há 50.000 anos, a maioria permaneceu com pele e cabelos escuros até muito recentemente. Até a Idade do Ferro, há apenas 3.000 anos, a pele clara era exceção. A "aptidão" para sintetizar vitamina D em ambientes de baixa radiação UV levou milênios para se tornar a norma genética na Europa.


Kaustubh Adhikari (UCL): Complementando a Silvia, o ponto crucial aqui é a independência evolutiva. Nossas pesquisas mostram que a pele clara no leste asiático não veio de uma migração europeia. Foi uma evolução convergente. Enquanto na Europa os genes principais são SLC24A5 e SLC45A2, no leste asiático os responsáveis são o MFSD12 e variantes no PAH. São caminhos químicos diferentes para o mesmo resultado de sobrevivência.


Edson Ecks: Isso valida exatamente o que escrevi em Origens da Vida. Se os genes são diferentes, é porque o "ambiente-organismo" asiático desprendeu caracteres distintos do europeu. A Evolução Biométrica é múltipla. O espaço-tempo asiático exigiu um ajuste biológico que começou há 30.000 anos, muito antes do europeu, segundo seus dados. O bioma interno respondeu ao bioma externo de forma única em cada região.


Silvia Ghirotto: É interessante sua visão de interdependência. Note que em nossa pesquisa, vimos que olhos azuis e cabelos loiros podem ter surgido por "casualidades genéticas" ou seleção sexual, e não apenas por necessidade de vitamina D. No norte da Europa, como na Suécia, a concentração dessas características só se consolidou recentemente. Isso mostra que o meio ambiente atua, mas a genética tem seus próprios mecanismos estatísticos e, por vezes, aleatórios.


Silvia Ghirotto: De fato, a genética moderna confirma essa convergência. Enquanto na Europa 63% dos indivíduos ainda tinham pele escura há apenas 5.000 anos, no Leste Asiático a seleção positiva já ocorria no Paleolítico Superior. Nossos dados mostram que a mutação é um evento estatístico, uma "casualidade genética" que, se oferecer vantagem (como a vitamina D), é fixada. Mas note: para olhos e cabelos claros, não encontramos vantagem clara; pode ter sido seleção sexual, e não apenas o meio físico-químico ativo.


3. O Conceito de Organismo-Ambiente


Edson Ecks: Mas a seleção sexual também faz parte do bioma! O desejo é um processo biológico influenciado pelo meio. Se a evolução biométrica é múltipla, ela entende que em certas regiões o "organismo-ambiente" mais apto é aquele que processa melhor a luz disponível. A pele não "clareou"; o sistema biométrico se reajustou para não colapsar por falta de nutrientes.


Silvia Ghirotto: Sua visão de "biomas dentro de biomas" ressoa com a nossa análise de que a herança africana persistiu por muito mais tempo do que se imaginava. Os primeiros europeus eram, geneticamente, "africanos em solo europeu" por milênios. A mudança drástica que vemos em locais como Noruega e Suécia hoje (80% loiros) é um fenômeno recentíssimo na escala evolutiva. O DNA nos diz o "como" e o "quando", enquanto sua teoria busca o "porquê" dessa integração sistêmica.



Kaustubh Adhikari: Exato. A cronologia no leste asiático é profunda, datando do Paleolítico Superior. Isso reforça que a pele clara asiática é um traço ancestral adaptativo próprio daquela região. Não é um "erro" de cópia, mas uma resposta adaptativa local consolidada por caminhos genéticos que a Europa nunca utilizou.


Edson Ecks: Portanto, concordamos que a vida não é estática. A luta pela existência dos "ambientes-organismos" seleciona e perpetua o mais biométricamente apto. O fato de a ciência genética hoje provar que europeus e asiáticos trilharam caminhos moleculares diferentes para clarear a pele apenas confirma que o meio físico-químico espacial-terrestre é o mestre condutor dessas distinções.


Resumo das Fontes Citadas

Edson Ecks: ORIGENS da Vida, Amazon ebook, 2021.

Silvia Ghirotto: Estudo da Universidade de Ferrara (Itália) sobre 348 amostras de DNA, divulgado pela Deutsche Welle e IstoÉ, julho de 2025.

Kaustubh Adhikari: Pesquisas sobre evolução convergente e genes de pigmentação, University College London (UCL).


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