Estudo do corpo busca decifrar os 'arrepios estéticos' que alguns sentem diante de uma música, poesia ou pintura tocante / Terceira Lei, a lei do cérebro de Edson Ecks 



22/02/2026 09h23  Atualizado há 21 horas


Por que algumas pessoas chegam a ficar arrepiadas ao ouvir música, ler poesia ou contemplar uma obra de arte impactante, enquanto outras não? Uma nova pesquisa revela que parte da resposta está em nossos genes.



Graças a um amplo estudo de coorte multigeneracional com indivíduos do norte da Holanda, os pesquisadores do Instituto Max Planck de Psicolinguística (MPI) puderam coletar e analisar dados sobre reações emocionais a experiências culturais de mais de 15.500 participantes com informações genéticas disponíveis. O estudo, publicado na PLOS Genetics, focou nos "arrepios estéticos": aqueles momentos que às vezes causam arrepios, frequentemente desencadeados por arte, música ou literatura.


Arrepios estéticos são momentos de êxtase, frequentemente acompanhados de calafrios ou tremores. Por serem eventos claros e mensuráveis ​​que conectam a experiência emocional subjetiva com respostas corporais, os cientistas têm os utilizado cada vez mais como modelo para estudar como os seres humanos reagem à arte. Pesquisas anteriores demonstraram que os arrepios desencadeados por música e poesia ativam sistemas neurais semelhantes aos envolvidos no processamento de estímulos biologicamente significativos e que diferenças individuais estáveis ​​nos arrepios correspondem a variações mensuráveis ​​na fisiologia e na função cerebral...




Terceira lei,a lei do cérebro e corpo de Edson Ecks 





Fenômenos abstratos (mundo virtual). desenvolvem fenômenos bio- fisioquimicos biofisioquímicos (emoções, doenças, dormir, ações...), como fenômenos biofisioquímicos desenvolvem fenômenos abstratos (Ler, musica, escrever...): Tanto o cérebro depende do corpo, como o corpo depende do cérebro e do Universo ao seu redor.




3. Lei do Corpo e Cérebro (Segunda Menção)




Explicação: Esta lei enfatiza a relação bidirecional entre fenômenos abstratos (como emoções, pensamentos, doenças) e fenômenos biofísico-químicos (como a leitura, arte,  música, a escrita, ou processos biológicos). Ou seja, o cérebro afeta o corpo e vice-versa, e ambos são interdependentes do universo ao redor. Há uma circularidade e interdependência entre o abstrato e o concreto, o mental e o físico.


Cada pessoa é uma fórmula bio- fisioquimica.


Edson Ecks, Generanalise, Amazon ebook, 2022




Este é um debate simulado entre as ideias de Edson Ecks (autor de Generanalise) e os pesquisadores Giacomo Bignardi, Simon Fisher e colaboradores do Instituto Max Planck de Psicolinguística, autores do estudo "The genetic architecture of aesthetic chills" (publicado na PLOS Genetics, 2024/2025 e repercutido em 2026).




Este debate aprofunda o diálogo entre a teoria de Edson Ecks, apresentada em seu ebook Generanalise (2022), e as descobertas científicas recentes lideradas por Giacomo Bignardi, Simon Fisher e colaboradores do Instituto Max Planck de Psicolinguística, publicadas originalmente na PLOS Genetics e repercutidas em 2026.


Debate: A Fórmula Biofisioquímica da Emoção Estética


Participantes

Edson Ecks: Propositor da "Terceira Lei: A Lei do Cérebro e Corpo".

Giacomo Bignardi & Simon Fisher: Pesquisadores do Instituto Max Planck de Psicolinguística (MPI).


1: A Abstração que se torna Carne


Edson Ecks: "Em minha obra, estabeleço que o abstrato — o mundo virtual das ideias e da arte — desenvolve fenômenos biofisioquímicos. O arrepio não é apenas 'gostar' de uma música; é o corpo reagindo a uma frequência invisível. Como vocês veem essa 'circularidade' no laboratório?"


Giacomo Bignardi: "Vemos exatamente como uma conexão mensurável. Os 'arrepios estéticos' que estudamos são momentos de êxtase que ativam sistemas neurais ligados a estímulos biologicamente significativos. O que você chama de 'fenômeno abstrato', nós rastreamos como uma resposta fisiológica clara: calafrios e tremores que conectam a experiência subjetiva à função cerebral."


Edson Ecks: "Precisamente. Tanto o cérebro depende do corpo para sentir, quanto o corpo depende do cérebro para processar o 'Universo ao redor'. É uma via de mão dupla."


2: A "Fórmula" Biofisioquímica e a Genética


Edson Ecks: "Eu afirmo que cada pessoa é uma fórmula biofisioquímica. Isso significa que a reação de cada um ao mundo é única. Seus dados confirmam essa individualidade?"


Simon Fisher: "Sim, e fomos à raiz dessa fórmula. Ao analisar mais de 15.500 participantes, descobrimos que a sensibilidade emocional à arte não é apenas 'espiritual' ou 'cultural'. Cerca de 30% da variação nessa experiência vem de fatores familiares, e um quarto disso é puramente genético. Portanto, a 'fórmula' que você menciona tem variáveis escritas no DNA."


Edson Ecks: "Interessante. Isso reforça que o 'Universo ao redor' interage com o que já está no corpo. O abstrato (música) só se torna biofisioquímico (arrepio) se a fórmula do indivíduo permitir essa ressonância."


3: Domínios Diferentes, Mesma Lei?


Edson Ecks: "Minha Terceira Lei diz que o cérebro afeta o corpo e vice-versa. Mas essa regra se aplica da mesma forma para um livro de poesia e para uma pintura renascentista?"


Giacomo Bignardi: "Nossa pesquisa trouxe uma nuance. Embora a 'abertura à experiência' seja um traço genético geral, descobrimos que existem mecanismos biológicos que não são compartilhados. Alguém pode ter a 'fórmula' para arrepios com música, mas não com artes visuais. Isso sugere que a interdependência entre o abstrato e o concreto é específica para cada canal sensorial, embora a lei geral de circularidade que você propõe se mantenha."


Síntese do Debate: O Encontro da Teoria com a Evidência


Conceito de Edson Ecks (2022)Evidência dos Pesquisadores (2026)ConvergênciaAbstrato gera BiofisioquímicoMúsica/Arte ativa sistemas neurais e causa calafrios físicos.A arte 'mexe' com o corpo de forma tangível.Interdependência com o UniversoA exposição ambiental interage com a predisposição genética.O meio e a biologia são inseparáveis.Cada pessoa é uma "fórmula"Diferenças individuais nos arrepios correspondem à variação do DNA.A subjetividade tem uma base biológica hereditária.


Conclusão


O debate revela que a Terceira Lei de Edson Ecks encontra um eco robusto na ciência genética moderna. Enquanto Ecks fornece a estrutura teórica de que "o corpo depende do cérebro e do Universo", pesquisadores como Bignardi e Fisher preenchem as lacunas com números, provando que a nossa reação ao "abstrato" é, em grande parte, uma herança biológica que define como o nosso corpo físico se manifesta diante da beleza.


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