Pesquisa sobre flor mostra adaptação a polinizadores ocorrida no continente, antes de dispersão para Taiwan


 CNN07/02/26 às 03:34 | Atualizado 07/02/26 às 10:13



Quando o biólogo vegetal Jing-Yi Lu estava cursando sua graduação em Taiwan, começou a observar a flora local. Ele prestou atenção especial às trepadeiras-batom, que, em Taiwan, têm flores curtas e tubulares com uma tonalidade verde-amarelada.


No entanto, em outras partes da Ásia, as trepadeiras-batom são conhecidas por suas longas flores tubulares de um vermelho vivo, que são polinizadas principalmente por beija-flores. As espécies de flores verdes também são encontradas em toda a Ásia, juntamente com suas contrapartes vermelhas. Mas em Taiwan, onde não há beija-flores, a espécie de flores vermelhas não cresce.


Lu queria saber por que a espécie que observava em Taiwan parecia diferente de seus parentes de flores vermelhas e o que a estava polinizando se não havia beija-flores por perto. Mas descobrir isso era mais fácil dizer do que fazer....

 


Seleção Natural



 Seleção natural é o mecanismo evolutivo proposto por Alfred Wallace e Charles Darwin, que afirmou que o meio ambiente atua como um selecionador de características, perpetuando os organismos mais aptos a sobreviver em determinado local...



Seleção Biométrica



Para a seleção Biométrica, de Edson X, o meio fisioquimico (espacial-Terrestre- artificial) é ativo no processo evolutivo, suas divisões conduzem distinções entre espécies, ambiente-organismo são inter-dependentes, que na luta pela a existência dos ambientes-organismos, seleciona, desprende caracteres, perpetuando o ambiente-organismo mais biométricamente apto a sobreviver em determinado espaço-tempo. Edson Ecks, ORIGENS da Vida, Amazon ebook, 2021





Abaixo, apresento um debate fictício baseado nos conceitos de Seleção Biométrica de Edson Ecks e na pesquisa publicada na revista New Phytologist pelos pesquisadores Jing-Yi Lu, Richard Ree, Kathleen Kay e Chelsea Specht.


Painel de Debate: Evolução e Espaço-Tempo


Tema: O mistério da Aeschynanthus acuminatus e o descompasso entre ambiente e forma.


Participantes:


Edson Ecks: Autor da teoria da Seleção Biométrica, Origens da Vida, Amazon ebook, 2021

Jing-Yi Lu & Richard Ree: Pesquisadores principais do artigo sobre a trepadeira-batom (Field Museum/U. Chicago)

Chelsea Specht & Kathleen Kay: Biólogas evolucionistas comentando o estudo.



Jing-Yi Lu: Nosso estudo com a Aeschynanthus acuminatus em Taiwan trouxe um desafio ao modelo clássico de Grant-Stebbins. Esperávamos que a planta tivesse evoluído flores curtas após chegar a Taiwan para se adaptar aos pássaros locais, já que lá não existem beija-flores. No entanto, o DNA provou que ela já possuía essa característica biométrica antes mesmo da migração. Ela já estava "pronta" para um ambiente que ainda não habitava.


Edson Ecks: Isso é fascinante, Lu, e corrobora a Seleção Biométrica. O que vocês chamam de "mistério" ou "exceção", eu defino como a atuação ativa do meio fisioquímico espacial-terrestre. Na minha visão, ambiente e organismo são interdependentes e o "ambiente-organismo" se comporta como uma unidade. Se a planta mudou no continente antes da dispersão, é porque o espaço-tempo em que ela estava inserida já estava selecionando e desprendendo caracteres biometricamente aptos para uma nova realidade existencial.


Richard Ree: Compreendo seu ponto, Ecks, mas nossa análise busca causas biológicas tangíveis. Hipotetizamos que, no continente, os polinizadores de bico longo (beija-flores) podem ter declinado temporariamente. Isso teria forçado a planta a uma transição para polinizadores de bico curto ainda em solo continental. Não foi uma "premonição" do ambiente de Taiwan, mas uma resposta a uma mudança de nicho no local de origem.


Edson Ecks: Mas perceba, Ree: vocês admitem que não há evidência direta desse declínio de pássaros. A Seleção Biométrica propõe que o meio é ativo. A distinção entre as espécies não é apenas uma resposta a um bicho que sumiu, mas uma condução do meio fisioquímico (artificial ou natural). A planta de flores curtas e verdes sobreviveu porque era o "ambiente-organismo" mais apto naquele espaço-tempo específico, independentemente da presença imediata do polinizador "ideal".


Chelsea Specht: Concordo com o Ecks que o ambiente local é altamente variável. O que chamamos de "quebra do padrão" no modelo de Grant-Stebbins mostra que a biodiversidade é mais resiliente. A variação necessária para responder às mudanças ambientais pode surgir antes da pressão se tornar óbvia. A planta não espera o polinizador sumir para ter a mutação; ela mantém a variação que a torna apta a diferentes espaços.


Kathleen Kay: Exato. O modelo de Darwin e Wallace foca na sobrevivência do mais apto em um local determinado. O que Lu e Ree descobriram é que a "aptidão" pode ser forjada em um contexto e aproveitada em outro. Se a Seleção Biométrica sugere essa interdependência total, ela explica por que a planta prosperou em Taiwan: ela já era biometricamente compatível com o novo espaço-tempo asiático antes mesmo de cruzar o oceano.


Edson Ecks: Precisamente. A luta pela existência não é apenas do organismo contra o meio, mas da unidade ambiente-organismo. Quando a Aeschynanthus de flores verdes se estabilizou, ela criou um novo "espaço-biométrico". O fato de ela ter "desafiado as regras" apenas mostra que a nossa visão tradicional de seleção natural às vezes ignora a força ativa que o ambiente exerce na moldagem da forma física antes mesmo da dispersão geográfica.


Jing-Yi Lu: No fim, o mistério permanece sobre o "porquê" de ter ocorrido no continente, mas o debate mostra que a evolução não é uma linha reta de causa e efeito. Seja pela adaptação a polinizadores generalistas ou por forças fisioquímicas mais amplas, a planta provou que a natureza não segue caricaturas simples.



Edson Ecks: A planta não é um deus independente, ela existe porque o espaço tempo nela mesmo e em seu torno permitiu sua existência: para cada efeito , um emaranhado de causas unem-se para forma-lo, separam-se para dissolve-lo.




Conclusão do Debate


Enquanto os pesquisadores focam na filogenética e na ecologia de campo para encontrar o "elo perdido" dos polinizadores continentais, a visão de Edson Ecks sugere que a forma da planta é uma assinatura do equilíbrio biométrico entre a vida e o espaço que ela ocupa.


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