As selvas tropicais estão ficando cada vez mais fracas e vulneráveis porque os verdadeiros “pilares da vida” estão sendo substituídos por madeira frágil / Seleção Biométrica de Edson Ecks 



Estudo revela que florestas tropicais estão enfraquecendo devido à perda de árvores resistentes e homogeneização biótica



Essa mudança na composição vegetal altera profundamente a estrutura física da floresta, reduzindo sua capacidade de armazenar carbono e de resistir a eventos climáticos extremos. O fenômeno observado preocupa especialistas, pois sugere que os grandes pulmões verdes do planeta, como a Amazônia e o Congo, estão se tornando ecossistemas menos resilientes e mais suscetíveis ao colapso.



Seleção Natural



 Seleção natural é o mecanismo evolutivo proposto por Alfred Wallace e Charles Darwin, que afirmou que o meio ambiente atua como um selecionador de características, perpetuando os organismos mais aptos a sobreviver em determinado local...



Seleção Biométrica



Para a seleção Biométrica, de Edson X, o meio fisioquimico (espacial-Terrestre- artificial) é ativo no processo evolutivo, suas divisões conduzem distinções entre espécies, ambiente-organismo são inter-dependentes, que na luta pela a existência dos ambientes-organismos, seleciona, desprende caracteres, perpetuando o ambiente-organismo mais biométricamente apto a sobreviver em determinado espaço-tempo. 


A vida funciona através de biomas dentro de biomas 


A Evolução Biométrica é múltipla, funciona de forma lenta, rápida, acelerada: dependendo do organismos e seu espaço tempo.


Edson Ecks, ORIGENS da Vida, Amazon ebook, 2021








Este debate coloca em cena duas perspectivas: a Seleção Biométrica, proposta por Edson Ecks (do livro ORIGENS da Vida, 2021), e as evidências científicas apresentadas pelo pesquisador Joaquim Luppi Fernandes (do artigo "As selvas tropicais estão ficando cada vez mais fracas...", publicado em 11/02/2026 no Catraca Livre).


O foco aqui é entender como a fragilização das florestas tropicais se encaixa na teoria de que ambiente e organismo são uma unidade indissociável.


O Debate: Evolução e Fragilidade Ambiental


Edson Ecks: Minha tese de Seleção Biométrica afirma que não existe separação entre organismo e ambiente; eles são o "ambiente-organismo". O meio não é apenas um cenário passivo, mas um agente ativo. Quando o artigo de Joaquim Luppi Fernandes aponta que as florestas estão perdendo seus "pilares da vida" (árvores de madeira dura) e sendo substituídas por madeira frágil, ele está descrevendo uma falha na aptidão biométrica. Se o espaço-tempo mudou (devido à intervenção humana ou climática), o conjunto ambiente-organismo está se desprendendo de caracteres antigos e assumindo uma nova forma, possivelmente mais acelerada e menos estável.


Joaquim Luppi Fernandes: Concordo que a interdependência é total, mas os dados mostram algo alarmante. O que chamo de homogeneização biótica é uma simplificação perigosa. Estamos vendo árvores de crescimento rápido ocuparem o lugar de gigantes seculares. Isso não é apenas uma "mudança de caracteres", é uma perda de resiliência. A estrutura física da floresta está colapsando. Se a evolução biométrica pode ser "acelerada", como você diz, essa aceleração atual parece estar levando o bioma ao esgotamento, e não necessariamente a uma nova forma de equilíbrio eficiente.


Edson Ecks: Exatamente. A vida funciona através de "biomas dentro de biomas". Se os pilares (as árvores de madeira dura) caem, o bioma maior colapsa porque os biomas menores que ele sustentava perdem seu "espaço-tempo" de sobrevivência. Na Seleção Biométrica, o organismo mais apto é aquele que mantém a integridade desse sistema duplo. O que seu estudo revela é que o "ambiente-organismo" atual da Amazônia e do Congo está se tornando "biometricamente frágil". A luta pela existência agora não é apenas do bicho contra o bicho, mas do ambiente-organismo contra a desintegração de sua própria estrutura física.


Joaquim Luppi Fernandes: Um ponto crucial que observamos em nossas análises de satélite é a mortalidade crescente de árvores massivas. Isso altera o ciclo hidrológico e a retenção de carbono. Do ponto de vista da Biologia da Conservação, precisamos intervir para proteger o banco genético dessas espécies lentas. Se deixarmos apenas a "seleção" (natural ou biométrica) agir sob o estresse atual, perderemos a complexidade. A "madeira macia" que cresce rápido pode até estar "apta" a ocupar o terreno rapidamente, mas ela não sustenta a teia alimentar que aves e primatas precisam.


Edson Ecks: Sua observação sobre a madeira macia confirma que a evolução é múltipla. Essas espécies rápidas estão operando em um tempo acelerado, enquanto as Sequoias ou as árvores de madeira dura operam em tempo lento. O conflito hoje é que o ambiente artificial/humano impôs um ritmo que o organismo de tempo lento não consegue acompanhar. A Seleção Biométrica seleciona o que sobrevive no espaço-tempo dado; se o tempo agora é o da urgência e da degradação, o sistema está "desprendendo" a robustez para manter apenas a sobrevivência mínima e frágil.


Pontos de Convergência e Divergência


TemaPerspectiva de Edson EcksPerspectiva de Joaquim Luppi FernandesRelação Ser/MeioAmbiente-organismo são um só.Interações biológicas complexas mantêm a estabilidade.VelocidadeA evolução pode ser lenta, rápida ou acelerada.O crescimento rápido (madeira frágil) gera instabilidade.O ProblemaDesajuste biométrico no espaço-tempo.Homogeneização biótica e perda de biomassa.SoluçãoEntender a interdependência dos biomas.Manejo científico e proteção de espécies resilientes.


Conclusão do Debate: Enquanto Ecks fornece a estrutura teórica de que o ambiente é um componente ativo da evolução (e não apenas um juiz), Fernandes traz os dados empíricos de que esse componente está doente. A fragilidade das florestas tropicais em 2026 é o exemplo prático de um "ambiente-organismo" que está perdendo sua aptidão biométrica devido à perda de seus componentes mais robustos e lentos.


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