Ancestral humano descoberto há pouco tempo, o Homo naledi tinha hábitos que não se esperava de uma espécie com cérebro tão pequeno / Evolução Biométrica de Edson Ecks 





Esta é uma proposta de debate intelectual entre as ideias de Edson Ecks (Edson X), autor de Ciensofia e Origens da Vida (2021), e os pesquisadores Lee Berger (National Geographic) e John Hawks (Universidade de Wisconsin-Madison), com base no artigo publicado em junho de 2023 sobre as descobertas no sistema de cavernas Rising Star.


O Debate: Capacidade Cognitiva vs. Volume Cerebral


Mediador: Sejam bem-vindos. O tema hoje é a queda do "Mito do Gradualismo": o tamanho do cérebro define a inteligência e a humanidade de uma espécie?


1. O Fim do Excepcionalismo Humano


Edson Ecks: O gradualismo darwiniano comete um erro ao pregar que bipedalismo, ferramentas e cérebros grandes surgiram em um pacote único e linear. É um mito vitoriano. Minha hipótese é clara: cérebros menores não significam menor capacidade cognitiva. O Homo habilis, mesmo "pequeno", já poderia ter uma complexidade neural superior. Olhem os corvos: cérebro minúsculo, mas com intuição e inteligência que rivalizam com mamíferos de grande porte.


Lee Berger: Concordo plenamente com a provocação. Nossas descobertas com o Homo naledi na África do Sul estão "ameaçando a narrativa do excepcionalismo humano". Encontramos uma criatura com um cérebro do tamanho de uma laranja — similar ao de um chimpanzé — mas que apresentava comportamentos que julgávamos ser exclusivos de seres com cérebros enormes, como nós ou os Neandertais.


2. Comportamento Simbólico e Rituais


John Hawks: Exato. O naledi viveu há cerca de 250 mil anos e, apesar do cérebro pequeno, ele enterrava seus mortos em câmaras de difícil acesso. Isso é comportamento cultural. Mais do que isso: encontramos gravuras nas paredes, padrões em "hashtag" feitos com ferramentas. O ato de gravar símbolos é um salto cognitivo gigante que não depende do volume craniano.


Edson Ecks: Isso valida o que escrevi em Ciensofia. A massa-energia concentrada atrai mais do que uma massa maior com menos energia. No contexto neural, a conectividade e a "infra-sensibilidade" importam mais que o peso bruto. Chamar o homem antigo de "primitivo" é um anacronismo. O Homo naledi não era um ensaio para o humano; ele já possuía uma "humanidade" simbólica completa em seu tempo.


3. A Crítica ao "Homo Sapiens Sapiens" Moderno


Edson Ecks: Vou além. O Homo sapiens sapiens do século XXI, que se autointitula "aquele que sabe que sabe", é, em muitos aspectos, mais atrasado que seus ancestrais. Vivemos em um mundo virtual, consumindo "venenos" alimentares e digitais, condicionados por neurocientistas a sermos "roborgânicos". O homem antigo usava seu cérebro de forma dinâmica; o moderno o usa para ver "dancinhas" e letras monossilábicas.


Lee Berger: Embora nossa pesquisa foque no registro fóssil, é inegável que o Homo naledi desafia a ideia de "progresso linear". Se uma espécie com um terço do nosso cérebro podia realizar rituais funerários e usar símbolos, a biologia não é o único destino da cultura. O "excepcionalismo" que nos atribuímos pode ser apenas uma falta de conhecimento sobre o quão complexos nossos primos de cérebro pequeno realmente eram.


Tabela Comparativa de Perspectivas


Ponto de DebateVisão de Edson EcksVisão de Berger & Hawks (H. naledi)Relação Tamanho/CogniçãoCérebros menores podem ter alta capacidade cognitiva (ex: corvos).Provado: H. naledi tinha cérebro de laranja e complexidade humana.EvoluçãoCrítica ao gradualismo linear; ferramentas e bipedalismo vieram antes do cérebro grande.Confirmado: O registro fóssil mostra mosaicos de características antigas e modernas.Cultura e SimbolismoEssencial em todos os "Sapiens" (incluindo ancestrais).Evidenciado por gravuras rupestres e sepultamentos rituais em cavernas.Superioridade ModernaUm mito; o homem atual é mentalmente condicionado e fisicamente inativo.Questiona o "Excepcionalismo Humano" baseado puramente em biologia.

 Conclusão do Debate


A ciência de ponta (2023) e a Teoria da evolução Biométrica de Ecks (2021) convergem em um ponto fundamental: a inteligência não é uma questão de volume, mas de organização e expressão cultural. O Homo naledi é a prova física de que a "centelha humana" não esperou o cérebro crescer para começar a brilhar.







Cérebro grande, Cérebro pequeno 



ERRO DO GRADUALISMO DARWINIANO. 


 

É um mito dizer que as coisas vão evoluídas tudo ao mesmo tempo, no padrão: 


Bípede + canino menor + face curta +

cérebro maior + ferramentas = Homo Sapiens.


Isso está completamente equivocado, temos bípede de sete milhões de anos, ainda com uma capacidade craneana menor, inclusive menor do que a do que próprio chimpanzé tem uma redução de canino, e encurtamento da face, e em determinados momentos posteriores esses a face passa a ser projetada como nos monos, os grandes cérebros, apesar de nossa linhagem de sete (7) milhões de anos, os grandes cérebros apareceram tardiamente, vão aparecer por volta de dois (2) milhões de anos, e isso fazendo muita concessão, e a fabricação de ferramentas, antecede os cérebros grandes


‗Um corpo que tiver mais massa-energiac Concentrada atrairá mais do que tem massa maior, porém, com menos energia concentrada‘.  Edson Exs – Ciensofia l.





Ou seja, o cérebro do homo sapiens habillis,


mesmo sendo menor pode ter adquirido grande capacidade neural, cognitiva. Peguemos por exemplo, o corvo, é considerada a ave mais inteligente das aves (e um dos mais inteligentes do reino animal), e tem um cérebro bem pequeno (ao contrario do golfinho que tem um cérebro grande), porem, os estudos recentes sobre essas magnificas aves (os corvos), os cientistas estão concluindo que elas possuem até mesmo intuição, infra sensilidade. Edson X  -  Origens da Vida, Amazon, e-book de fevereiro de 2021.


 


Hominídeo recém-descoberto desafia o que se acredita que nos torna humanos




Minha hipótese proponhe que cérebros menores não significa menor capacidade cognitiva, e isso elimina de vez  qualquer preconceito que alguém possa intentar contra a mulher . Se assim fosse , não teríamos filosofas, cientistas, matemáticas... Mesmo com restrições terríveis impostas a elas no decorrer dos milênios .


Outra questão dizer que o homo sapiens sapiens teria sido o apogeu da espécie humana também é outro mito.  Todos eram sapiens,  e o homo sapiens sapiens  (aquele que sabe porque sabe) é uma visão da era vitoriana ,  preconceito que nasceu com Darwin e seus seguidores, porem,. Walace Russel era contra essa visão de superioridade na espécie humana . 


Nunca houve na história humana um ser humano tão atrasado quanto o homo dito sapiens sapiens  do século XXl.  A maioria come e bebe 'veneno', vive no mundo mentual (mental virtual) da religião supersticiosa, dogmatica e preconceituosa. Vive mais no mundo virtual da internet  do que na vida real e dinâmica. Não prática exercícios mentais e físicos .


Na era da informação na palma da mão , prefere vê vídeos de tolices e de dancinhas, não sou contra,.porem, é preciso variar, compare os artistas que estão fazendo mega sucesso hoje com os que faziam sucesso na década de 60, 70,80,90... Análise suas músicas e letras , hoje temos músicas mono silábicas e de gemidos.


Neurocientistas traabalham  orientando as empresas como condicionar seus clientes, fazer seus comerciais,  homens da alta tecnologia produzem equipamentos para austiciar as pessoas , transformá-los em roborganicos . Cientistas trabalham para produzir cada vez mais remédios que geram dependências  e por aí vai .


Chamar o homem antigo de primitivo é um julgamento Anacrônico, cada época teve seu próprio conhecimento e tecnologia , assim chegamos da roda nas carroças ao avião supersônico .





Todos os hominideos eram  homo sapiens:



O cérebro do homo sapiens habillis, . Edson X 


Origens da Vida, Amazon, fevereiro -2021, 





Hominídeo recém-descoberto desafia o que se acredita que nos torna humanos



Ancestral humano descoberto há pouco tempo, o Homo naledi tinha hábitos que não se esperava de uma espécie com cérebro tão pequeno

Flavia Correia

06/06/23 11h03, atualizada em 06/06/23 11h30



Reconstrução 3D do Homo naledi. Créditos: John Gurche / Mark Thiessen / National Geographic



      


Uma espécie de hominídeo descoberta há pouco tempo vem desafiando o entendimento da ciência sobre o que nos torna humanos. Agora, paleontólogos encontraram indícios em um sistema de cavernas na África do Sul que revelam algo surpreendente sobre o Homo naledi, primata descrito pela primeira vez em 2015.


De acordo com o artigo que relata a pesquisa, disponibilizado na segunda-feira (5) no servidor de pré-impressão bioRxiv e aguardando revisão por pares, esse nosso ancestral de cérebro pequeno apresentava hábitos que, até então, tinham sido detectados pela primeira vez apenas nos neandertais e nos Homo sapiens.



Os autores do estudo afirmam que os achados na caverna ilustram um dos primeiros exemplos de rituais de sepultamento e oferecem as primeiras evidências de múltiplos enterros e ações funerárias. Além disso, o Homo naledi pode ter sido o primeiro grupo de hominídeos a fazer uso de simbologias – o que prova que essa capacidade não está relacionada ao tamanho do cérebro, como se pensava.




Pesquisadores dentro de um sistema de cavernas conhecido como “Estrela Ascendente”, localizado perto da atual Joanesburgo. Crédito: Mathabela Tsikoane


Esses dados questionam vários pressupostos-chave sobre a evolução comportamental e cognitiva em hominídeos do Pleistoceno.



“Estamos olhando para um comportamento cultural que é muito humano em uma espécie que tem um cérebro com um terço do tamanho do nosso”, disse John Hawks, paleoantropólogo da Universidade de Wisconsin-Madison e coautor do estudo. “Isso contradiz a ideia de que foi o tamanho do cérebro que nos tornou humanos”.




Embora a parte inferior do corpo, os pés, as mãos e os dentes desse primata tivessem aspectos que pareciam humanos, sua estrutura média de 100 quilos e 1,50 m carregava um cérebro do tamanho de uma laranja – semelhante ao dos chimpanzés.


“Nunca tivemos uma criatura que manifestasse a nossa complexidade além de nós mesmos”, disse Lee Berger, paleoantropólogo e explorador residente na National Geographic, também coautor da pesquisa. “O Homo naledi ameaça a narrativa muito claramente definida da ascensão do excepcionalismo humano”.




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