Características únicas. Especialistas descobriram que as mulheres que tiveram mais filhos tinham uma coleção única de características sanguíneas e cardíacas que auxilia seus corpos a distribuírem oxigênio / Seleção Biométrica de Edson Ecks 



 Características únicas. Especialistas descobriram que as mulheres que tiveram mais filhos tinham uma coleção única de características sanguíneas e cardíacas que auxilia seus corpos a distribuírem oxigênio. Estas mulheres de organismos "fortes" têm maior probabilidade de ter mais bebês. E estes bebês, tendo herdado traços de sobrevivência de suas mães, têm maior probabilidade de sobreviver à vida adulta e passar estas características para a próxima geração.


Saturação alta e níveis médios de hemoglobina. Na prática, as mulheres que deram à luz mais crianças vivas apresentavam níveis médios de hemoglobina (proteína do sangue que transporta o oxigênio para os órgãos), mas seu nível de saturação de oxigênio era alto — ou seja, suas células recebem oxigênio mais eficientemente sem aumentar a viscosidade do sangue. Quanto mais "grosso" o sangue, maior o esforço (e o desgaste) do coração.


Anteriormente achávamos que um valor mais baixo de hemoglobina fosse benéfico, agora entendemos que um valor intermediário traz o maior benefício. Sabíamos que altos níveis de saturação de oxigênio de hemoglobina eram bons, agora entendemos que quanto mais alta a saturação, melhor. O número de nascimentos vivos quantifica os benefícios.


Gene seria responsável por regular a concentração de hemoglobina das mulheres do Tibete. Segundo os pesquisadores, as populações indígenas do Tibete possuem uma variante única do gene EPAS1, que regula a proteína sanguínea. Este traço genético teria, provavelmente, se originado com os hominídeos de Denisova, que viveram na Sibéria há cerca de 50 mil anos e cujos descendentes migraram posteriormente para o platô tibetano. Junto com as outras características, como aumento de fluxo sanguíneo pulmonar e ventrículos mais largos, permitiram maior sucesso reprodutivo e adaptativo.


Estudo demonstra também como o ser humano se adapta a ambientes extremos. Isso oferece pistas de como poderemos lidar com os futuros desafios ambientais trazidos pelas mudanças climáticas. "Entender como as populações como esta se adaptam nos dá um melhor entendimento dos processos da evolução humana", comemorou a professora em comunicado à imprensa.



Cynthia Beall, autora do estudo, em entrevista ao site especializado ScienceAlert

Origens da Vida, Edson Ecks, Amazon ebook, 2021

Diálogo Comparativo: Edson Ecks e Pesquisadores do Artigo


Abaixo está um diálogo hipotético, baseado nos textos fornecidos, comparando a visão da Seleção Natural (representada pelos pesquisadores do artigo) e a Seleção Biométrica/Evolução Biométrica (proposta por Edson Ecks) sobre a adaptação dos tibetanos à alta altitude.


Participantes


Edson Ecks: Proponente da Lei da Seleção Biométrica e autor do livro Origens da Vida.


Cynthia Beall: Professora e autora principal do estudo sobre a evolução dos tibetanos.

James Yu: (Nome fictício baseado na fonte da imagem do artigo) Pesquisador da equipe de Cynthia Beall.


O Debate: Evolução no Tibete


Cynthia Beall: Professor Ecks, nosso estudo recente, publicado em 21 de outubro no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, demonstrou de forma contundente a Seleção Natural em ação no planalto do Tibete. Coletamos dados de 417 mulheres e observamos que aquelas com maior sucesso reprodutivo – ou seja, que tiveram mais filhos vivos – possuíam características únicas, como altos níveis de saturação de oxigênio e níveis médios de hemoglobina.


Edson Ecks: Dra. Beall, seu trabalho é um excelente exemplo da capacidade de adaptação humana, mas creio que a Seleção Natural, como proposta por Charles Darwin e Alfred Wallace, é insuficiente para explicar a totalidade do fenômeno. Minha teoria, a Lei da Seleção Biométrica, apresentada no livro Origens da Vida em fevereiro de 2021, postula que o meio bio-fisioquímico (ou espacial-terrestre) é ativamente interdependente do organismo.


James Yu: Mas a seleção natural explica o mecanismo principal: a variação genética aleatória, como o gene EPAS1 que vocês mencionam, confere uma vantagem em um ambiente estressante (baixa pressão de oxigênio). O ambiente 'seleciona' quem tem essa variação mais eficiente, permitindo que sobrevivam e se reproduzam mais, passando o gene adiante. É a definição clássica.


Edson Ecks: Sim, James, mas a Evolução Biométrica é mais ampla. Não é só o ambiente que seleciona os organismos; os organismos também selecionam o ambiente. Para os tibetanos, o que contribui para sua evolução não é apenas a falta de oxigênio. É uma configuração biométrica ambiental complexa: a densidade da água, os tipos de nutrientes, a temperatura da água, as oscilações alimentícias e, claro, o clima biométrico do Tibete em altas altitudes. O ambiente está ativo no processo evolutivo por meio de suas divisões e fenômenos físicos, como a temperatura e a eletricidade, que promovem ou impedem as ações e reações biométricas compensatórias necessárias para a Vida.


Cynthia Beall: De fato, professor, notamos que as mulheres mais adaptadas não apenas tinham a variante do gene, mas também apresentavam características cardíacas favoráveis, como ventrículos esquerdos mais largos e maior fluxo sanguíneo nos pulmões. Em nosso resumo, inclusive, apontamos que esses mecanismos aumentam o transporte e a entrega de oxigênio. Você vê isso como uma diferença fundamental?


Edson Ecks: Vejo como um aprofundamento. A Seleção Biométrica sugere que essas adaptações estruturais e fisiológicas (o "biometrismo" do organismo) são direcionadas por essas forças biofísico-químicas ambientais, moldando o organismo de forma mais precisa e complexa do que uma simples seleção de uma mutação. E mais, a evolução é múltipla; em alguns organismos, ela se desenvolve mais rapidamente, em outros, mais lentamente, o que complementa a visão darwiniana de longos períodos de tempo.


James Yu: Então, para você, o gene EPAS1 é importante, mas é apenas uma peça no quebra-cabeça da interação total entre o organismo e o clima fisioquímico tibetano?


Edson Ecks: Exatamente. A Seleção Natural explica como o gene foi perpetuado; a Seleção Biométrica explica o quê mais – além do gene – está interagindo nesse processo de adaptação, reconhecendo a interdependência e a atividade mútua entre o organismo e o meio. É uma visão mais complexa e abrangente do processo evolutivo humano em andamento.


Artigo Científico (Fonte e Data)

Fonte: Periódico Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), conforme mencionado no artigo jornalístico da Colaboração para Tilt.


Data de Publicação do Estudo: 21 de outubro (mês/ano não especificado no artigo jornalístico, mas o artigo jornalístico é de 06/11/2024).


Autora Principal Mencionada: Cynthia Beall (Professora).





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