Cientistas descobrem tomate que “evoluiu ao contrário” no Equador
Além de ser um exemplo de como a evolução da espécie acontece, pesquisa sobre tomate abre novas possibilidades para engenharia genética / Seleção Biométrica de Edson X
"Evoluir também é um voltar atrás " Edson X.
Origens da Vida, Amazon, 2021
Seleção natural
Seleção natural é o mecanismo evolutivo proposto por Alfred Wallace e Charles Darwin, que afirmou que o meio ambiente atua como um selecionador de características, perpetuando os organismos mais aptos a sobreviver em determinado local.
Seleção Biométrica
Para a seleção Biométrica, de Edson X, o meio bio-fisioquimico (natural/artificial) fisioquimico (Espaço sideral-Terrestre) é ativo no processo evolutivo, suas divisões conduzem distinções entre espécies, ambiente-organismo são inter-dependentes, que na luta pela a existência dos ambientes-organismos, organismos-organismos , ambientes-ambientes, seleciona, desprende caracteres, perpetuando o ambiente-organismo mais biométricamente apto a sobreviver em determinado espaço-tempo. Edson X, fev-2021, Amazon e-book
Artigo e Seleção Biométrica
O artigo sobre os tomates de Galápagos, embora se alinhe mais diretamente com a Seleção Natural, também apresenta pontos que podem colaborar com a teoria da Seleção Biométrica, especialmente ao considerar a complexidade das interações e a abrangência dos fatores envolvidos na evolução.
Interdependência Ambiente-Organismo
A Seleção Biométrica enfatiza que "ambiente-organismo são interdependentes". O artigo ilustra isso perfeitamente ao mostrar como as condições ambientais hostis das ilhas ocidentais de Galápagos (ambiente rochoso, pouco solo) influenciaram diretamente as características químicas dos tomates, fazendo com que readquirissem compostos ancestrais para se proteger. Essa relação bidirecional, onde o ambiente molda o organismo e a resposta do organismo está ligada à sua capacidade de se adaptar ao ambiente, ressoa com a ideia de interdependência da Seleção Biométrica.
Seleção de Caracteres em Luta pela Existência
A Seleção Biométrica menciona que, na "luta pela existência dos ambientes-organismos, organismos-organismos, ambientes-ambientes", o processo "seleciona, desprende caracteres". O artigo demonstra essa seleção de caracteres de forma bem clara: a necessidade de sobreviver em um ambiente desafiador levou os tomates a "selecionar" (ou readquirir) a produção de alcaloides tóxicos. Essa característica, que estava "desprendida" ou adormecida no DNA, foi reativada para garantir a sobrevivência em condições de estresse.
Perpetuação do "Ambiente-Organismo" mais Apto
A teoria de Edson X propõe a perpetuação do "ambiente-organismo mais biometricamente apto a sobreviver em determinado espaço-tempo". O artigo, ao mostrar que os tomates se adaptaram às condições específicas das ilhas mais jovens e hostis, sugere que o "conjunto" (tomate com alcaloides + ambiente hostil) é o que se tornou "mais apto" para persistir naquele espaço-tempo. Não é apenas o organismo isolado, mas a sua combinação funcional com o ambiente que é perpetuada.
Atividade do Meio Bio-Físico-Químico
A Seleção Biométrica postula que o "meio bio-fisioquímico (natural/artificial) fisioquímico (Espaço sideral-Terrestre) é ativo no processo evolutivo". No caso dos tomates, o ambiente natural das ilhas (com suas características geológicas, químicas do solo e presença de predadores) agiu ativamente como um fator que induziu a reversão evolutiva. A mudança na produção de alcaloides não foi aleatória; foi uma resposta direta e bioquímica a um meio com exigências específicas.
Em suma, embora o artigo use a terminologia da Seleção Natural, os detalhes e a complexidade da interação entre o tomate e seu ambiente extremo nas Galápagos fornecem evidências empíricas que podem ser interpretadas e enriquecer a compreensão dos princípios propostos pela Seleção Biométrica, especialmente no que tange à interdependência e à dinâmica ativa do meio bio-fisioquímico na moldagem das características de um organismo.
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Nathalia Maquine Gonçalves
Cientistas descobrem tomate que “evoluiu ao contrário” no Equador
Além de ser um exemplo de como a evolução da espécie acontece, pesquisa sobre tomate abre novas possibilidades para engenharia genética
Isabella França
09/07/2025 18:03, atualizado 09/07/2025 18:54
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Adél Békefi / Getty Images
tomates verdes ainda na planta - Metrópoles.
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Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside, nos Estados Unidos, descobriram um caso inusitado de “evolução reversa” nos tomates silvestres que crescem nas Ilhas Galápagos, no Equador.
Em um estudo publicado em 18 de junho na revista científica Nature Communications, a equipe observou cerca de 56 amostras do fruto e mostrou que as plantas estão readquirindo características químicas consideradas ancestrais, que foram perdidas ao longo da evolução da espécie.
Os cientistas identificaram que, em ambientes mais inabitáveis das ilhas ocidentais do arquipélago, os tomates passaram a produzir alcaloides (compostos químicos tóxicos e amargos) semelhantes aos que eram comuns em ancestrais distantes da família das solanáceas, à qual pertencem tomates, batatas e berinjelas.
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A descoberta foi feita a partir da análise química de amostras coletadas em diferentes partes do arquipélago. Nas ilhas mais antigas e estáveis, localizadas no leste, os tomates mantêm compostos típicos das variedades cultivadas hoje em dia.
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Já nas ilhas ocidentais, mais jovens e de ambiente hostil, a equipe encontrou tomates que sintetizam moléculas mais antigas e amargas, muito parecidas com as presentes em espécies primitivas da família. Segundo os pesquisadores, essa reversão evolutiva pode ter ocorrido como uma adaptação ao ambiente rochoso e com pouco solo, onde os tomates precisam se proteger melhor contra predadores e condições extremas.
Adam Jozwiak/UC RiversideFotografia de tomates verdes ainda no caule - Metrópoles
Segundo os pesquisadores, este tomate é um dos exemplos mais claros de que em ambientes específicos, organismos podem readquirir características que haviam sido descartadas há milhões de anos
Os cientistas também demonstraram que a mudança bioquímica foi causada por alterações mínimas no código genético da planta. Apenas quatro aminoácidos diferentes em uma enzima foram suficientes para modificar o caminho metabólico que produz os alcaloides, levando à fabricação das substâncias ancestrais.
A hipótese foi confirmada em laboratório: ao inserir a versão ancestral da enzima em plantas de tabaco, os cientistas conseguiram fazer com que elas produzissem os compostos primitivos, comprovando a reversão.
Este é um dos exemplos mais claros de que, diante de pressões ambientais específicas, organismos podem adquirir características que foram descartadas pela seleção natural há milhões de anos. O estudo dos tomates das Galápagos sugere que a evolução não segue uma linha reta e definitiva, mas pode retroceder quando há vantagem adaptativa.
“Não é algo que normalmente esperamos. Mas, aqui está acontecendo em tempo real, em uma ilha vulcânica”, explica Adam Jozwiak, bioquímico molecular e principal autor do estudo, em comunicado.
Os pesquisadores acreditam que a descoberta pode ter implicações importantes para outras áreas do conhecimento. Entender como pequenas mudanças em proteínas podem alterar rotas metabólicas inteiras pode ajudar no desenvolvimento de plantas mais resistentes a pragas, na criação de medicamentos a partir de compostos naturais e até na produção de alimentos com características específicas.
O caso dos tomates de Galápagos mostra como a natureza pode ser flexível e criativa em sua busca por soluções evolutivas. Em ambientes desafiadores, os organismos nem sempre criam algo novo: às vezes, a estratégia mais eficaz é recuperar habilidades do passado que estavam adormecidas no DNA.
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