Estudo liderado por brasileiro mostra impacto de gene nas relações sociais / Gene de Edson X 



O Gene Egoísta e o Gene Egotruista






Quando o gene se adapta a um paradigma...


cultural, e quando se sente rivalizado por outro gene cultural‘, reage, ameaça o outro. Pois não quer mais desprender energia  com outro paradigma, ou sente que está ameaçado em sua própria existência (de onde surge a base do preconceito racial‘, de grupos, sexual,  ideológico religioso, ideológico político...). 


                Edson X, Origens da Vida, Amazon e-book, fev-2021




Egoísmo e altruísmo são intercambiáveis na natureza:


 Há um grande problema filosófico na narrativa do gene egoísta de  Dawkins , pois sua premissa é baseada em valores morais humanos, a natureza não é boa , não é má, não é egoista e nem altruísta, ela apenas age, nós é que aferimos esses valores a ela, a humanizamos, porem , isso torna-se importante para nós podemos entende-la em sua multiplicidade.

Vejamos, para Dawkins, quando uma abelha operária se sacrifica pela a rainha, ao se sacrificar pela sua colônia estarão provavelmente colaborando com a sobrevivência de organismos que carregam seus próprios genes. Conclui-se que um gene poderá ser capaz de auxiliar réplicas de si próprio localizadas em outros corpos.

Porem, também posso analisar por outro ângulo, o egoismo das operárias e o egoismo da rainha mãe geraram um altruísmo entre elas que permitiu levar os genes de ambas adiante, e ambas se favoreceram.

Essa visão fechada de Dawkins é derivada da ideia de Walace Russel e Charles Darwin da Lei do mais forte que influenciou todo o mundo, uma sociedade de garras e dentes afiados . 

Porem, os animais coletivos (golfinhos) tendem a sobreviver mais dos que os animais individualistas , solitários (tigres).  E isso também ocorre com os genes. No aparente egoismo do gene esconde-se o altruísmo da espécie...

  Edson X 

                                   

                                  Origens da Vida, Amazon e-book de fevereiro de 2021.



Análise da Teoria X de Edson X à Luz do Estudo sobre o Gene GTF2I



O estudo sobre o gene GTF2I e seu impacto nas relações sociais oferece um excelente exemplo para corroborar e aprofundar a Teoria X de Edson X. Ao demonstrar como um gene específico influencia comportamentos complexos como a sociabilidade, a pesquisa confirma a ideia central da teoria de que os genes desempenham um papel fundamental na moldagem dos organismos e de suas interações sociais.

Pontos de convergência entre a teoria e a pesquisa:

 * Gene como unidade de seleção: Tanto a teoria de Edson X quanto o estudo sobre o gene GTF2I destacam o papel do gene como unidade de seleção. A Teoria X postula que os genes podem ser egoístas ou altruístas, buscando sua própria perpetuação. O estudo demonstra como um gene específico pode influenciar comportamentos que favorecem a sobrevivência e a reprodução.

 * Interação entre genes e ambiente: A pesquisa demonstra como o gene GTF2I interage com o ambiente para moldar o comportamento social. Essa interação entre genes e ambiente é um dos pilares da Teoria X.

 * Diversidade comportamental: Tanto a teoria quanto a pesquisa reconhecem a diversidade comportamental entre os indivíduos e a influência dos genes nessa diversidade. A Teoria X postula que a diversidade genética é fundamental para a adaptação das espécies, enquanto o estudo demonstra como um único gene pode gerar variações significativas no comportamento social.

Contribuições da Teoria X para a interpretação da pesquisa:

 * Framework teórico: A Teoria X oferece um framework teórico para entender os resultados da pesquisa, permitindo uma interpretação mais profunda e abrangente dos dados.

 * Complexidade do comportamento: A teoria destaca a complexidade do comportamento social, que é resultado da interação de múltiplos genes e fatores ambientais.

 * Evolução cultural: A teoria pode ser utilizada para explorar a relação entre a evolução genética e a evolução cultural, considerando como os genes podem influenciar a criação e a transmissão de normas sociais.

Questões para reflexão:

 * Como a descoberta do gene GTF2I pode influenciar o desenvolvimento de novas terapias para transtornos do espectro autista?

 * Quais são as implicações éticas da manipulação genética para modificar comportamentos sociais?

 * Como a teoria de Edson X pode contribuir para o debate sobre a natureza versus cultura?

Considerações finais:

O estudo sobre o gene GTF2I e a Teoria X de Edson X se complementam, oferecendo uma visão mais profunda e abrangente da complexidade do comportamento humano. Ao demonstrar como os genes podem influenciar comportamentos sociais, a pesquisa corrobora a ideia central da teoria de que os genes desempenham um papel fundamental na moldagem dos organismos.

Em resumo, a pesquisa sobre o gene GTF2I e a Teoria X de Edson X oferecem uma visão integrada da natureza humana, destacando a importância da interação entre genes e ambiente na determinação do comportamento. Essa perspectiva pode ter importantes implicações para a compreensão de diversas questões, como a origem da diversidade humana, a evolução cultural e o desenvolvimento de novas terapias para doenças mentais.

Gostaria de explorar algum desses pontos com mais profundidade?

Possíveis tópicos para discussão:

 * A relação entre o gene GTF2I e outros genes envolvidos no comportamento social

 * O impacto da cultura na expressão do gene GTF2I

 * As implicações da pesquisa para a educação e a criação de filhos

O que você acha da relação entre a Teoria X de Edson X e o estudo sobre o gene GTF2I?







Estudo liderado por brasileiro mostra impacto de gene nas relações sociais





Pesquisadores conseguiram determinar que o GTF2I seria um dos genes responsáveis pelo comportamento social das pessoas. Trabalho pode ajudar no desenvolvimento de medicamentos que regulem ou alterem as vias moleculares para aumentar sociabilidade.


Por Mariana Garcia, g1

12/03/2024 05h03  Atualizado há um dia



GTF2I seria um dos genes responsáveis pela relação social — 


Um estudo liderado pelo cientista brasileiro Alysson Muotri na Universidade da Califórnia, em San Diego, mostrou o impacto do gene GTF2I no comportamento social das pessoas.

“Gosto de descrever esse gene como o gene do preconceito. Sem ele, todos no mundo são seus amigos", diz.

Na pesquisa, os cientistas conseguiram determinar que o GTF2I seria um dos genes responsáveis pelas relações sociais e um erro genético pode determinar se o indivíduo apresenta traços mais sociáveis ou mais reservados.

"Existe uma região no cromossomo 7 que todos nós humanos temos, que tem 25 genes. Quando você perde, tem uma deleção genética, um erro genético, você acaba tendo a síndrome de Williams, que te torna extremamente social. O outro erro genético é a duplicação dessa região. Pessoas com essa região duplicada acabam tendo uma forma de autismo. Elas são mais introvertidas, com medo do contato social", explica Muotri.


Muotri explica que indivíduos com síndrome de Williams prendem a atenção de todos, têm um vocabulário mais sofisticado, são interessados na vida das pessoas. Muitas vezes, a síndrome é tratada como "o oposto do autismo".


Os pesquisadores investigaram então o impacto do gene no desenvolvimento neural.


"As regiões que facilitam as percepções do mundo são moldadas durante o desenvolvimento do cérebro, pelo menos as networks que você vai usar no seu córtex para estabelecer uma relação com a sociedade, incluindo a relação hierárquica. Esse gene é muito importante para moldar as primeiras redes neurais que vão formar todo o contexto social humano ", diz Alysson Muotri.

Para o estudo, os cientistas criaram organoides cerebrais sem o gene GTF2I. A equipe percebeu que, aos dois meses de idade, esses organoides eram menores do que aqueles com GTF2I. Os pesquisadores também notaram que a perda do gene resultou no aumento da morte celular, na diminuição da atividade elétrica e em defeitos nas sinapses, ressaltando a influência do gene durante o desenvolvimento do cérebro fetal.

O cientista brasileiro explica que o trabalho abre portas para potenciais tratamentos para aumentar a sociabilidade da pessoa com autismo ligado ao GTF2I.

"Estamos procurando quais medicamentos podemos utilizar para alterar as vias moleculares que são controladas por esse gene", completa Muotri.

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Nathalia Maquine 

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