Formiga africana é capaz de identificar feridas — e tratá-las com antibiótico
Quando garoto, lembro que no colégio me ensinaram que os animais eram irracionais, mas eu sempre gostei de bicho, então observei que, quando chamava meu cachorro, ou meu gato, papagaio... Eles viam em minha direção, ficava pensando que de alguma forma, eles sabiam que eu estava a chamar por eles, tinha também as brincadeiras, pensava: "Tem algo errado".
Anos depois vou definir a Transformação Biométrica, pela a qual defendo que os seres vivos , possuem vários níveis de inteligências, só há diferenças em seus graus, do homem até chimpanzé, do chimpanzé até o golfinho, o corvo, a orca, a abelha ... Até mesmos seres como lesmas tem inteligência, porem, infima, instintiva.
1. Raciomocional - Seres humanos ...
2 - Extracientes - Corvos, golfinhos, orcas...
2. Sencientes. - Cachorros, gatos , cavalos, abelhas, baratas...
3. Infracientes. - Crocodilos, aranhas , cobras, borboletas, tubarão...
4. Monocientes. - lesmas terrestres, células, plantas , minhocas...
Origens da Vida, Edson X, Amazon e-book, fev 2021
Formiga africana é capaz de identificar feridas — e tratá-las com antibiótico
Estudo revela que espécie de formiga comedora de cupins secreta por conta própria compostos para tratar ferimentos infectados por bactérias
Por Redação Galileu
02/01/2024 15h39 Atualizado há um dia
Formiga 'Megaponera analis' cuida do ferimento de outra formiga cujas pernas foram arrancadas durante uma briga com cupins — Foto: Erik Frank/University of Wuerzburg
Comuns no sul do Saara e nas savanas da África Ocidental, as formigas Megaponera analis só se alimentam de cupins. Mas comê-los nem sempre é fácil e, muitas vezes, elas saem feridas pelas poderosas mandíbulas desses insetos.
Por isso, as formigas da espécie desenvolveram uma estratégia de sobrevivência impressionante: elas fabricam seus próprios antibióticos, sendo capazes de identificar as áreas feridas infectadas por bactérias. Isso foi relatado por pesquisadores em um estudo publicado em 29 de dezembro de 2023 na revista Nature Communications.
Para tratar ferimentos, as formigas M. analis aplicam compostos antimicrobianos e proteínas nas feridas, que têm uma eficácia incrível. A taxa de mortalidade de indivíduos infectados é reduzida em 90%, segundo a pesquisa.
As formigas retiram esses antibióticos da glândula metapleural, que fica ao lado de seu tórax. A secreção da glândula contém 112 componentes — metade dos quais têm efeito antimicrobiano ou de cicatrização de feridas.
Frank conta que análises químicas em cooperação com o Professor Thomas Schmitt da JMU mostraram que "o perfil de hidrocarbonetos da cutícula (ou epiderme) da formiga muda como resultado de uma infecção na ferida". É essa mudança que as formigas conseguem reconhecer e, assim, diagnosticar a infecção em suas companheiras feridas.
Laurent Keller, outro líder da pesquisa, acrescenta que as descobertas "têm implicações médicas porque o patógeno primário nas feridas das formigas, [a bactéria] Pseudomonas aeruginosa, também é uma das principais causas de infecção em humanos, com várias cepas sendo resistentes a antibióticos".
O próximo passo da pesquisa será explorar comportamentos de cuidados com feridas em outras espécies de formigas e outros animais. Os especialistas desejam identificar e analisar os antibióticos usados pelas M.analis em parceria com outros grupos de pesquisa. Isso pode levar à descoberta de novos antibióticos que também poderiam ser usados em humanos.
A pesquisa de Frank sobre formigas africanas que cuidam de feridas rendeu assunto em um dos episódios da série documental da Netflix A Vida No Nosso Planeta (2023), dirigida por Steven Spielberg. O seriado apresenta a evolução da vida nos últimos 500 milhões de anos.
As formigas M.analis aparecem no quinto episódio, chamado "À Sombra dos Gigantes", com duração de 51 minutos. O filme foi gravado no habitat natural das formigas, mas também em ninhos artificiais no laboratório da estação de pesquisa da JMU na Costa do Marfim.



Comentários
Postar um comentário