Complexo de Manson
Origem. No domingo do dia da votação do segundo turno para presidente, fui num mercadinho próximo, para comprar café. Ao adentrar uma senhora conversa com o caixa que concordava tacitamente e até empolgadamente com esta, nos quesitos:
A favor da pena de morte, castração química para estupradores, armamento para os cidadãos, favor da tortura.
Parei e fiquei olhando: “Essa não é aquela senhorinha, tão mansa, pacata, que aos domingos vai para Igreja com a Bíblia debaixo dos braços, que diz em alto e bom som, que ‘Deus é amor’, e que ‘deve se perdoar o próximo” igualmente o caixa e sua família dona daquele estabelecimento que também apoiavam esses critérios, e que se auto intitulam ‘bons cristãos’. Fitei-lhe os olhos. Daí ela olhou para mim, se constrangeu, e foi-se.
O que passei a indagar indo para casa:
“O caminho é por aqui: como àquela senhora e aquele rapaz não podem por si mesmos ‘matar ou castrar’ alguém. Aludo mesmo ao fato deles poderem executar esses atos, sem serem punidos. Então delegam, terceirizam sua violência, ódio; preconceito, escolhem um indivíduo que possa executar por eles, neste caso.
E tudo isso bateu com o fato de há dois meses antes está analisando a psicopatia; psicopatas como Dahmer, O ‘Filho de Sam’, BKT...
E por ‘ultimo’, Charles Manson. Por que o último? Porque o achava pop, até mesmo o cantor de rock Axl Rose usou uma camisa com o rosto de Manson estampada. Retirei o preconceito, e fui adiante. E era exatamente Charles Manson, que possuía as características que combinavam com a ‘senhora e o caixa’.
Charles Manson passou ‘a vida inteira’, alegando que jamais matou um ser humano, defendendo do assassinato da atriz Tate e de seus amigos, do casal La bianca, e de um do musico seu desafeto pessoal, crimes estes praticados pela a família Manson. Os membros da família Manson, junto com Manson, foram condenados à prisão perpetua.
Mas como os seguidores de Manson, em plena Califórnia encontraram aleatoriamente o musico desafeto de Manson, e mata-lo?
Aqui me deparei com algo diferenciador entre Manson e os outros psicopatas que havia analisado, qualificando-o como um ‘assassino em série mental’, ele não usa as próprias mãos para assassinar, ele utilizar ‘as mãos alheias’.
A partir daqui lanço essa observação para ‘a senhora e o caixa (‘de Deus’)’, e entre tanto outros que nessa campanha eleitoral se intitularam ‘cidadãos de bem’, ‘crentes em Deus’, 'bons cristãos', mas que agiram de forma fatal, apoiando a pena de morte, por exemplo, mudando o mandamento de 'Não Matarás', para 'Sim matarás'.
Imaginei a seguinte cena:
Um homem foi condenado a pena de morte. E foi-lhes passado a incumbência para a ‘senhora e o caixa’, de executa-lo a facadas.
A senhora agradece, porem declina da oferta: “Gostaria, mas não posso, não quero sujar minhas mãos com sangue”. Só abro exceção no final de ano, no natal, quando sangro os porcos com maestria. Não sentem nem dor. Deixo para o meu amigo (o caixa), essa doce tarefa’.
E com espanto, exclama o ‘caixa’: “Não posso, tenho fobia a sangue. Gosto de ver morrer, não de matar. Nunca me acusarão de ter matado alguém na vida”
O que faz sorri com grande satisfação o carrasco Vlad (funcionário público) que disse: “Eu gosto de matar’, e cumpriu sua função, lamina sobe, lamina desce. E cabeça se separa do pescoço.
E a 'Senhora e o Caixa', sorriem com os cantos dos lábios, com os olhos brilhosos de satisfação, e vão para casa felizes e sem culpa, remorso, pois, 'nunca mataram ninguém'. Quem matou foi o Vlad (a mando do estado).
O Navegador Da Alma - Edson X



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