Deja-vu ou Jamais Vi - E A Autis de Edson X


No meu livro Ciensofia (Amazon, 2019) desenvolvi uma explicação tanto para o Deja-vu , que também engloba o Jamais-Vu.  E minha explicação é muito mais ampla do que essa pelas as quais esses cientistas foram premiados recentemente. É só comparar os  trabalhos .



Deja-vu é um fenômeno que descreve a reação psicológica da transmissão das ideias, do que ‘Já estive aqui antes’, ‘Já vi aquela pessoa antes’ ... Deja-vu é um termo francês para ‘já visto’.


O Deja-vu ocorre quando há uma falha cerebral, os fatos que estão ocorrendo armazenados na memória de longo ou médio prazo, ocorrem sem passar pela a memória imediata, o que nos dá a sensação do fato já haver ocorrido.


Autis de Edson X


Autis são ‘mundos’ criados em nós mesmos por nós mesmos, por outros em nós, quando confundimos o real com o ilusório, e o que é ilusório com o real, ou quando temos a mente capturada por elementos químicos (drogas)... Somente com o entendimento das quatro realidades, podemos nos proteger da Autis.

No dia-a-dia lidamos com os fenômenos Autis, no campo físico, ondas de ar, ondas sonoras, de energia, frequências diversas (de rádio...), ruídos, oscilações de temperaturas, ondas abstratas que geram os fonemas que nos atinge, positiva, negativamente...
No campo abstrato, uma imagem, um momento, palavras, gestos, objetos, símbolos... desencadeiam as Autis:
Um homem andando pela a rua observa surgir do meio da multidão uma mulher, qual, seus sentidos focam-lhe o rosto, e esse rosto faz justaposição com outro rosto cravado nos recônditos de sua memória, atuando em seus neurônios, em sua ‘tabela mental-neural-in-consciente’, fazendo-o sentir emoções profundas, belas e melancólicas de sua amada esposa que falecera sete anos atrás; agitando emoções, lembranças que até esse momento estavam apaziguadas.
O maior perigo é quando a mente utiliza, emoções passadas como se fossem atuais, ‘fantasmas mentais’, resquícios de sonhos, experiência imaginária, não real; como se fossem verdadeiras, produzindo sentimentos e ações que surgiram do falseado, da maquiagem mental, que a mente, as Autis, não consegue distinguir; o que é real do que é fantasia, do que é verdade do que é mentira.
Por isso entre o in-consciente e o ‘irracional’, há o consciente, visando o equilíbrio entre eles. O Navegador Da Alma - Edson Ecks. Academia Amazona.




Artigo de 2023, provando a visão Autis de Edson X




Você sabe o que é "jamais vu"? Cientistas levam Ig Nobel ao explicar o efeito




Por Augusto Dala Costa | Editado por Luciana Zaramela | 25 de Setembro de 2023 às 14h08


Se você é leitor assíduo da editoria de ciência aqui no Canaltech, já deve saber o que é o “jamais vu”, o primo esquisito e mais raro de ser visto do déjà vu. A equipe responsável por nomear o fenômeno segue desvendando mais alguns dos segredos do curioso efeito mental — é a pesquisa de Akira O’Connor e Christopher Moulin com suas respectivas universidades (Saint Andrews e Grenoble Alpes).

Pessoas lambem e fumam toxina de sapo e sentem "onda" voltar dias depois

Cientista simula sensação de déjà vu para estudo acadêmico usando The Sims

Enquanto o déjà vu é uma espécie de bug da memória, quando a familiaridade perde a sincronia com a realidade na hora de checar se já passamos por aquela situação, o jamais vu surge quando algo que você sabe ser familiar se torna estranho. O’Connor e Moulin replicaram o efeito em larga escala em laboratório e ganharam um prêmio Ig Nobel por isso — troféu dado a pesquisas que, segundo a organização responsável, “fazem você rir, e depois, te fazem pensar”.


Como identificar e replicar o jamais vu


De acordo com os pesquisadores, a raridade do efeito de “des-reconhecimento” o torna mais perturbador do que é. Em questionários, pessoas costumam relatar casos como escrever corretamente a palavra “apetite” e olhar para ela diversas vezes, como se estivesse escrita errado.

Geralmente isso ocorre com a repetição ou quando encaramos algo familiar por tempo demais, mas não necessariamente: O’Connor conta que, certa vez, teve que parar o carro na rodovia por subitamente perder a familiaridade com os pedais, tendo que “reiniciar” a coordenação motora antes de prosseguir. É o famoso "deu branco".

Mesmo que o mecanismo cerebral do jamais vu ainda seja misterioso, é relativamente simples replicá-lo em laboratório. A equipe científica juntou 98 estudantes e pediu que escrevessem a mesma palavra repetidas vezes, fazendo isso com 12 termos diferentes. Eles iam dos mais comuns, como “door” (porta, em inglês, já que a pesquisa original é anglófona), aos bastante raros, como “sward” (relva ou gramado).

Os participantes deveriam repetir a escrita o mais rápido possível, mas poderiam parar quando sentissem algo estranho, ficassem entediados ou o pulso doesse. A razão mais comum para parar foi o sentimento de estranheza, com 70% parando pelo menos uma vez para o que os pesquisadores descrevem como jamais vu. Isso ocorreu após cerca de um minuto, ou 33 repetições, geralmente para palavras familiares.

No segundo experimento, a palavra escolhida foi “the” (“o” ou “a”, como artigo), já que é a mais comum da língua inglesa. Dessa vez, 55% das pessoas pararam de escrever mais rapidamente por conta do jamais vu, após apenas 27 repetições.

A descrição da experiência pelos participantes ia de “quanto mais você olha para as palavras, mais elas perdem o significado” a “parece que perco o controle da mão”, mas a favorita dos cientistas foi “as palavras param de parecer corretas, como se não fossem realmente palavras, mas sim alguém me enganando, me fazendo pensar que são”.


Um déjà vu científico


A dupla de cientistas relata ter demorado 15 anos para terminar a pesquisa, descobrindo, no meio do caminho, que uma descrição parecida à do jamais vu já havia sido publicada em um experimento de psicologia em 1907, por Margaret Floy Washburn. Uma das pioneiras do campo, a cientista descreveu o fenômeno como “perda de poder associativo”, quando ocorreu com um de seus alunos.

As palavras ficavam estranhas, perdiam o significado e se fragmentavam com o tempo. Embora estivessem reinventando a roda, O’Connor e Moulin tiveram mérito por voltar aos métodos e investigações introspectivas, que saíram de moda na psicologia.

A grande novidade da pesquisa feita pela dupla, em colaboração com outros pesquisadores, foi a nomeação do fenômeno como jamais vu, em companhia de uma descrição mais específica — o evento é um sinal de que algo se tornou automático demais, fluente demais, repetitivo demais.

É uma ajuda do cérebro para que “acordemos”, consigamos sair do processamento sendo feito no momento. A sensação de perda de realidade é, na verdade, uma checagem dos fatos. Segundo a pesquisa, faz sentido que isso aconteça — nosso sistema cognitivo precisa continuar flexível, permitindo direcionar a atenção onde precisamos ao invés de focar em tarefas repetitivas por tempo demais.

Ainda há muito a ser descoberto, no entanto. Cientificamente, o entendimento do jamais vu é de “saciação”, um sobrecarregamento de uma representação até que fique sem sentido, principalmente pelo fenômeno de “transformação verbal”. Repita “graça” vezes demais e você começará a ativar vizinhos linguísticos, como “praça” ou “traça”. Pesquisas sobre transtorno obsessivo-compulsivo têm relação com isso — encarar um objeto demais, como a chama acesa de um fogão, causa efeitos estranhos, dissociando a realidade.

Isso pode ajudar, inclusive, no tratamento de condições como essa. Checar repetidas vezes se uma porta está trancada faz a ação perder o sentido, então, fica difícil saber se a porta está trancada, gerando um ciclo vicioso. Saber como o processo acontece pode nos dar uma maneira de pará-lo.


Fonte: Memory, Behaviour Research and Therapy, Improbable Research via The Conversation






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