Hominídeo recém-descoberto desafia o que se acredita que nos torna humanos
Minha hipótese proponhe que cérebros menores não significa menor capacidade cognitiva, e isso elimina de vez qualquer preconceito que alguém possa intentar contra a mulher . Se assim fosse , não teríamos filosofas, cientistas, matemáticas... Mesmo com restrições terríveis impostas a elas no decorrer dos milênios .
Outra questão dizer que o homo sapiens sapiens teria sido o apogeu da espécie humana também é outro mito. Todos eram sapiens, e o homo sapiens sapiens (aquele que sabe porque sabe) é uma visão da era vitoriana , preconceito que nasceu com Darwin e seus seguidores, porem,. Walace Russel era contra essa visão de superioridade na espécie humana .
Nunca houve na história humana um ser humano tão atrasado quanto o homo dito sapiens sapiens do século XXl. A maioria come e bebe 'veneno', vive no mundo mentual (mental virtual) da religião supersticiosa, dogmatica e preconceituosa. Vive mais no mundo virtual da internet do que na vida real e dinâmica. Não prática exercícios mentais e físicos .
Na era da informação na palma da mão , prefere vê vídeos de tolices e de dancinhas, não sou contra,.porem, é preciso variar, compare os artistas que estão fazendo mega sucesso hoje com os que faziam sucesso na década de 60, 70,80,90... Análise suas músicas e letras , hoje temos músicas mono silábicas e de gemidos.
Neurocientistas traabalham orientando as empresas como condicionar seus clientes, fazer seus comerciais, homens da alta tecnologia produzem equipamentos para austiciar as pessoas , transformá-los em roborganicos . Cientistas trabalham para produzir cada vez mais remédios que geram dependências e por aí vai .
Chamar o homem antigo de primitivo é um julgamento Anacrônico, cada época teve seu próprio conhecimento e tecnologia , assim chegamos da roda nas carroças ao avião supersônico .
Todos os hominideos eram homo sapiens:
O cérebro do homo sapiens habillis, mesmo sendo menor pode ter adquirido grande capacidade neural, cognitiva. Peguemos por exemplo, o corvo, é considerada a ave mais inteligente das aves (e um dos mais inteligentes do reino animal), e tem um cérebro bem pequeno (ao contrario do golfinho que tem um cérebro grande), porem, os estudos recentes sobre essas magnificas aves (os corvos), os cientistas estão concluindo que elas possuem até mesmo intuição, infra sensibilidade. Edson X
Origens da Vida, Amazon, fevereiro -2021,
Hominídeo recém-descoberto desafia o que se acredita que nos torna humanos
Ancestral humano descoberto há pouco tempo, o Homo naledi tinha hábitos que não se esperava de uma espécie com cérebro tão pequeno
Flavia Correia
06/06/23 11h03, atualizada em 06/06/23 11h30
Reconstrução 3D do Homo naledi. Créditos: John Gurche / Mark Thiessen / National Geographic
Uma espécie de hominídeo descoberta há pouco tempo vem desafiando o entendimento da ciência sobre o que nos torna humanos. Agora, paleontólogos encontraram indícios em um sistema de cavernas na África do Sul que revelam algo surpreendente sobre o Homo naledi, primata descrito pela primeira vez em 2015.
De acordo com o artigo que relata a pesquisa, disponibilizado na segunda-feira (5) no servidor de pré-impressão bioRxiv e aguardando revisão por pares, esse nosso ancestral de cérebro pequeno apresentava hábitos que, até então, tinham sido detectados pela primeira vez apenas nos neandertais e nos Homo sapiens.
Os autores do estudo afirmam que os achados na caverna ilustram um dos primeiros exemplos de rituais de sepultamento e oferecem as primeiras evidências de múltiplos enterros e ações funerárias. Além disso, o Homo naledi pode ter sido o primeiro grupo de hominídeos a fazer uso de simbologias – o que prova que essa capacidade não está relacionada ao tamanho do cérebro, como se pensava.
Pesquisadores dentro de um sistema de cavernas conhecido como “Estrela Ascendente”, localizado perto da atual Joanesburgo. Crédito: Mathabela Tsikoane
Esses dados questionam vários pressupostos-chave sobre a evolução comportamental e cognitiva em hominídeos do Pleistoceno.
“Estamos olhando para um comportamento cultural que é muito humano em uma espécie que tem um cérebro com um terço do tamanho do nosso”, disse John Hawks, paleoantropólogo da Universidade de Wisconsin-Madison e coautor do estudo. “Isso contradiz a ideia de que foi o tamanho do cérebro que nos tornou humanos”.
Embora a parte inferior do corpo, os pés, as mãos e os dentes desse primata tivessem aspectos que pareciam humanos, sua estrutura média de 100 quilos e 1,50 m carregava um cérebro do tamanho de uma laranja – semelhante ao dos chimpanzés.
“Nunca tivemos uma criatura que manifestasse a nossa complexidade além de nós mesmos”, disse Lee Berger, paleoantropólogo e explorador residente na National Geographic, também coautor da pesquisa. “O Homo naledi ameaça a narrativa muito claramente definida da ascensão do excepcionalismo humano”.
Evidências fósseis sugerem que o Homo naledi viveu entre 241 mil e 335 mil anos atrás. Crédito: Robert Clark/National Geographic
Tanto Berger quanto Hawks fizeram parte do grupo de pesquisadores que descobriu a espécie há oito anos no subsistema “Estrela Ascendente”, que recebeu esse nome porque naledi significa estrela em um dialeto sul-africano.
Composto por múltiplas câmaras, o local tem um acesso extremamente estreito, o que dificultou a entrada dos cientistas.
Um esforço internacional possibilitou a descoberta de mais de 1.500 ossos pertencentes a indivíduos Homo naledi em uma das câmaras do labiríntico espaço.
Essa abundância de ossos permitiu à equipe de pesquisa reconstruir um esqueleto completo e cerca de 15 parciais. Eles também encontraram evidências de uso de fogo, incluindo lareiras e ossos carbonizados.
Abundância de ossos no local intrigou os cientistas
Na época, um dos maiores mistérios em torno da descoberta dessa nova espécie de hominídeo era como tantos ossos foram parar naquele lugar. Algumas hipóteses foram levantadas pelos paleoantropólogos.
Uma delas sugeria que um grupo desses indivíduos teria morrido, todos juntos, dentro da caverna. Outra possibilidade pensada foi que um deslizamento de terra ou inundação teria levado os ossos para dentro dali. A teoria mais controversa, no entanto, era de que o local pudesse ter sido usado como cemitério por aquele povo.
Assim, uma exploração mais aprofundada de outras câmaras dentro da caverna – mais de quatro quilômetros do sistema, que tem pelo menos 300 metros de profundidade, foram mapeadas até agora – revelou corpos, incluindo de crianças, em diferentes níveis de depressões do solo que, segundo os pesquisadores, foram cavados intencionalmente.
Lee Berger, paleoantropólogo e explorador residente na National Geographic, adentrando a caverna subterrânea através de um dos estreitos acessos ao local. Créditos: Berger et. al, 2023
“Pude ver o contorno dessa área perturbada que claramente interrompeu o chão estável da caverna”, disse Berger. “Quer você chame de sepultura ou não, é um buraco cavado com um corpo naledi que foi coberto pela sujeira desse buraco”.
Com cuidado e segurança, as equipes trouxeram o conteúdo de um desses buracos para a superfície, onde ele foi examinado usando métodos como tomografia computadorizada. As análises comprovaram que os ossos pertenciam todos ao mesmo indivíduo, o que apoia a ideia de que eles haviam descoberto um corpo sepultado, e não uma mistura de ossos de diferentes pessoas que pudessem ter caído juntas ali.
“A ideia de lidar com a morte de forma ritualizada é, na verdade, uma das últimas coisas preciosas ligadas ao ser humano”, disse Berger, acrescentando que o difícil acesso e a profundidade da caverna subterrânea sustenta a ideia de que o Homo naledi estava fazendo algo semelhante. “Eles não queriam seus mortos em um espaço fácil de chegar, assim como nós também não”.
Símbolos adotados pelo hominídeo têm ligação surpreendente com homem moderno
Em julho de 2022, durante a extensão da pesquisa, foram descobertas gravuras dentro de uma das câmaras, que incluíam padrões cruzados semelhantes a uma hashtag moderna que foram feitos com uma ferramenta pontiaguda.
O significado pretendido dos símbolos dentro da Estrela Ascendente ainda não foram determinados, segundo os pesquisadores, mas o ato de gravar desenhos intencionais é amplamente considerado um grande passo cognitivo na evolução humana.
Símbolos esculpidos nas paredes dentro de uma das câmaras da caverna. Crédito: Berger et. al, 2023
Traços cruzados parecidos com os encontrados nesse local foram identificados em um sítio neandertal em Gibraltar que tem apenas dezenas de milhares de anos. “Eles são estranhamente semelhantes, e estão a oito mil quilômetros de distância, o que é simplesmente louco”, disse Hawks.
Uma explicação, de acordo com Berger, é que esses símbolos cruzados “são profundamente compartilhados por nosso último ancestral comum e ficam dentro de nós”.
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Flavia Correia
Redator(a)
Jornalista formada pela Unitau (Taubaté-SP), com Especialização em Gramática. Já foi assessora parlamentar, agente de licitações e freelancer da revista Veja e do antigo site OiLondres, na Inglaterra.
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