Seria só uma impressão ou os nossos dias estão, realmente, mais "acelerados"?
O tempo é relativo . Einstein
__quando um rapaz senta-se ao lado de uma bela moça, durante uma hora, tem a impressão que se passou um minuto. Deixei-o senta sobre um fogão quente durante um minuto somente e esse minuto lhe parecerá uma hora__Isto é relatividade'
O tempo é absoluto. Porque espaço tempo são formas de percepções subjetivas e objetivadas. Edson X
Independentemente das percepções , sensações temporais:
Tanto do lado da namorada (uma hora como se fosse um minuto), como sentado num fogão quente (um minuto como se fosse uma hora).
O fato de não sentir o dia (24 horas) passar, não significa que este não passou__Isto é A Teoria X.
Um minuto é sempre um minuto, formado de sessenta segundos, aqui ou dentro de um buraco negro, porque nem mesmo um buraco negro pode ser capaz de devorar o abstrato.
A quarta Dimensão é a mental.
Seria só uma impressão ou os nossos dias estão, realmente, mais "acelerados"?
Acalme-se! Um ano continua tendo 365 dias, um dia continua tendo 24 horas e uma hora ainda equivale a 60 minutos. A sensação generalizada de que o tempo estaria "voando" não passa de um fator psicológico. Quem confirma é o professor Roberto Dias da Costa, do departamento de Astronomia da USP.
"O dia é o tempo em que a Terra leva para dar uma volta em torno de si mesma, e o ano é o tempo em que a Terra leva para dar uma volta em torno do Sol. Esses períodos não mudam. Não existem variações físicas na passagem do tempo", esclarece o especialista em entrevista à Rádio USP.
No entanto, esse senso comum de que o tempo estaria "acelerado" tem sentido, segundo o professor Ronald Ranvaud, do Instituto de Psicologia da USP. Ele diz que existem duas teorias que explicam essa percepção.
A primeira é que em situações prazerosas o tempo parece passar mais rápido, da mesma forma que em atividades aversivas, o relógio parece ficar estagnado.
Edson X:
São apenas percepções relativas ao meu estado emocional. Que denotaram essas sensações, mas o tempo continua o mesmo.
A segunda teoria diz respeito mais ao campo da lógica. "Parece que o tempo está passando muito mais rápido agora que tenho 71 anos do que quando eu tinha 6, 7 e até 20 anos. A impressão do tempo depende muito da proporção. Quando você tem 10 anos, um ano representa 10% de sua vida. Quando você tem 50 anos, um ano representa 2%", exemplifica o professor, também em entrevista à Rádio USP.
Edson X:
Minha percepção da passagem da vida acaba por molda minha percepção da existência, da passagem dos anos que são os mesmos para o menino de dez anos, e do senhor de setenta anos.
Por que a percepção do tempo é subjetiva?
Para a psicóloga Cláudia Hammond, autora do livro Time Warped: Unlocking the Mysteries of Time Perception, o sistema cerebral de registro da passagem do tempo considera vários fatores, como emoções, expectativas, o quanto suas tarefas exigiam de você naquele período e até mesmo os sentidos. Além disso, propõe que entender como a mente percebe o tempo nos tornaria capazes de manipular o mesmo.
Edson X:
A própria ideia da passagem do tempo nos causa esses fenômenos, se um homem de cinquenta anos vivesse até os duzentos anos, ele estaria na mesma‘ condição de um rapaz de vinte anos.
A psicóloga explica ainda que o motivo pelo qual alguns momentos da vida parecem particularmente mais longos que outros é que, durante esses momentos, provavelmente, o indivíduo foi exposto à muitas experiências novas. Seu cérebro, por sua vez, percebe os eventuais episódios como sendo mais duradouros.
À medida que envelhecemos, temos a impressão de que o tempo parece passar mais rápido. O mundo que percebemos é fruto de como nossos sentidos interpretam esse mundo.
Quando a informação recebida pelo cérebro é familiar, seu processamento ocorre muito rapidamente. Por outro lado, informações e estímulos novos são mais lentamente processados e geram a sensação de tempo alongado. Quando recebemos um fluxo muito grande de informações novas, o cérebro demora um tempo para processá-las. Quando mais tempo ele demorar, mais longo o tempo nos parecerá.
Rotina, novidades, aprendizado e tempo. Entenda a relação.
O “problema” é a rotina
É por isso que momentos preenchidos com rotina parecem ―passar voando‖, enquanto momentos de estresse ou de emoção intensa não. À medida que os anos avançam, a tendência é fazermos menos coisas novas. Infância e adolescência parecem durar muito mais. Segundo teorias psicológicas recentes, a grande responsável pela aceleração de nossas vidas, desse modo, é a rotina.
Mas é importante ressaltar que existem outros fatores relacionados à passagem mais rápida do tempo com o envelhecimento. Durante este processo, o indivíduo encontra-se sujeito à mudanças na produção de substâncias que controlam o relógio interno e o metabolismo, o que também pode resultar na percepção de que o tempo passa mais rápido.
Aprender mais para vivenciar melhor os momentos?
Cláudia Hammond e outros cientistas estudiosos do tema, como o neurologista americano David Eagleman, propõem que é possível manipular o tempo e fazê-lo passar mais lentamente.
Para isso, é necessário criar novos registros no cérebro, memórias mais ricas. As atividades não precisam ser necessariamente coisas novas. Olhar diferente para aquilo que já se está adaptado a fazer também pode gerar o mesmo efeito.
É fundamental, dessa forma, buscar mais detalhes e ―forçar‖ o cérebro a deixar a sua zona de conforto. As novas memórias distorcem a percepção do tempo. Outras atividades como a meditação podem auxiliar, visto que obrigam o cérebro a observar sensações corriqueiras com mais atenção.
É necessário, portanto, sair da rotina e dar ao cérebro um fluxo constante de informações novas. Conhecer novos lugares, novas pessoas, ser espontâneo e envolver-se em novos aprendizados. Meu cérebro 15
O Estudo abaixo responde, complementa a essa questão também


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